Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá)
   Morte

O que fazer diante do inevitável trabalho nada agradável?
Torná-lo mais suportável levando-o com muita alegria
Trata-se de labor árduo desde o início dos tempos
E ainda assim sou vista como sinônimo de sofrimento

Sou contraponto da vida, sina que a todos aguarda
O que nasce deve morrer, fato que um dia não tarda
Em vez do fim de uma era represento o eterno ciclo
Pois todo fim é um começo como diz o velho mito

Não sou o triste sujeito de foice e grosso capuz
Sou antes a bela moça que facilmente seduz
Peço-lhe que venha comigo quando for chegada a hora
Vais ficar maravilhado e me seguirás sem demora

Por um dia, no entanto, sou uma de vocês
Experimento a mortalidade, um século a cada vez
Impressionada fico com essa existência fugaz
Que muitos nessa terra não vivem de forma tenaz

Breve explicação: a série de poemas dos Perpétuos continua, e este foi o único que saiu em primeira pessoa. Obviamente porque a Morte é meu personagem favorito (por que vocês acham que uso brincos e cordões de ankh?). Ela é bonita, inteligente, divertida, equilibrada e responsável. Sabe que tem um trabalho complicado, mas não se deixa abalar por isso. E ainda acha tempo pra dizer umas verdades ao Sonho e dar umas broncas em Desejo de vez em quando... Enfim, é a representação antropomórfica de aspecto do universo disfarçada de garota gótica mais legal que existe. Puxando brasa pra minha sardinha, eu? Imaginem! :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 11h38
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   Sararte é o que há!

O Sararte foi simplesmente fantástico! Depois de um começo morno, a festa esquentou quando as bandas da minha turma tocaram. Sem corporativismo, mas o pessoal mandou muito, tanto na MPB quanto no rock. Fica até difícil dizer qual foi o melhor momento!

E, sim, eu recitei meus poemas! Um tanto nervosa, é claro. Mas aos poucos vou pegando o jeito da coisa. A galera estava lá e deu a maior força (valeu, povo!) e algumas pessoas vieram falar comigo depois pra elogiar. Pena que esqueci de dar o endereço daqui!

De resto, o negócio estava tão animado que eu quase perdi um dos meus brincos de ankh durante uma almôndega (ainda é assim que se chama uma rodinha com todo mundo dançando e pulando abraçados?). Mas a Mari salvou meu dia e achou o dito cujo! Aliás, a moça falocêntrica estava animadíssima. Me fez até dançar num sanduíche com o Diego, que também estava no pique. E antes que alguém pergunte: não, eu não bebo! :)

E ainda entreouvi a seguinte pérola no banheiro feminino, no contexto da falta de papel higiênico: "Ficar com a calcinha molhada só é bom quando é de tesão". Sei não. Se não tiver alguém pra corresponder a esse tesão, não fica necessariamente bom. Mas deixa isso pra lá, como dizia o Lufi nas aulas de Biologia do Miguel Couto ano passado...

Enfim, zoei muito, dancei muito. Valeu! E ainda descobri uma van pra Niterói passando em frente a ECO à meia-noite e meia de hoje, resolvendo minha questão sobre como iria voltar pra casa. Pra fechar a noite, levei uma cantada do trocador do 532 - com direito a um beijo na mão e tudo. Surreal! Por que isso nunca me acontece com caras bonitos?

Agora estou com "Machinehead", "The Chemicals Between Us" (ambas do Bush), "God Put a Smile Upon Your Face", do Coldplay (tema do spysex de "Alias"!) e "Creep" (Radiohead) na cabeça...



Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h36
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   Semana rocambólica (E mais: um comercial básico!)

Sobrevivi a uma semana rocambolescamente rocambólica! No pior dos sentidos: zilhões de tilts no trabalho + aula de kickboxing pesadíssima + subir de escada os 15 andares do prédio onde trabalho (devido a uma falta de luz!) + correria pra estudar um texto e fazer resenha pra aula de Psicologia, dentre outras coisas. Mas, no fim das contas, tudo acabou bem e até consegui terminar um poema no meio dessa balbúrdia toda!

Por isso, o meu sumiço (rimou!). Só preciso recarregar as baterias pra voltar a postar por aqui, pois idéias não faltam! (Sabem quando o telefone está apenas com um traço de energia? Esta sou eu hoje!)

Pra fechar, o meu comercial: amanhã, 23 de outubro, acontecerá o Sararte lá na facul. Vou recitar meus poemas por lá, só não sei exatamente a hora... :) Vou chegar às 18h, mas o evento começa às 15h e vale a pena! Compareçam! Onde? UFRJ, Campus Praia Vermelha (perto do Rio Sul), Escola de Comunicação, Laguinho: não tem erro!



Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h34
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   A felicidade *não* está lá fora

Hoje, enquanto ouvia o barulho tranqüilo da chuva fina caindo na minha janela, me dei conta de uma coisa: há muito tempo não fico triste (pelo menos não triste por mim!). Estou me sentindo muito bem, obrigada. Feliz mesmo! Claro que as coisas não estão perfeitas. E querem saber? Jamais estarão. Porque perfeição não existe. Vocês não fazem idéia do quanto foi difícil me dar conta disso. E de como essa sensação é libertadora!

Obviamente existem várias questões a serem trabalhadas – profissionais, pessoais, afetivas – mas isso não me abala porque sei que estou no caminho certo, o do autoconhecimento (e viva a terapia!). Além disso, estou estudando o que gosto, para trabalhar no que realmente gosto, e aprendi a não me estressar por pequenas coisas, a viver de forma mais descontraída, a não levar nada nem ninguém a sério demais. Nem a mim mesma.

Dessa experiência, uma conclusão: procurar uma felicidade absoluta e completa é pura utopia. A felicidade está presente em pequenos momentos, todo dia: bater-papo com os amigos, ouvir música, ler, ver um filme ou seriado, escrever. Ou simplesmente ficar parada pensando na vida.

Sim, estou ciente de que felicidade não dá roteiro de filme, poesia (embora eu esteja escrevendo uma a respeito!) e livros, só de auto-ajuda. Também sei que é mais fácil pro ser humano se solidarizar com a tristeza do que com a alegria. E ainda que não há momento feliz que dure pra sempre. Mas eu precisava registrar isso.

Pra fechar o raciocínio:

“Cause these are the days worth living
These are the years we're given
And these are the moments
These are the times
Let's make the best out of our lives”

(Our Lives – The Calling)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h05
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   Filmes a conferir num futuro próximo

Vendo o "Coming Attractions" do E!, resolvi guardar esses títulos:

"Forgotten" - Julianne Moore interpreta um moça que do nada descobre que seu filho e marido foram "apagados" de sua vida: o garoto desapareceu até das fotos, o homem nem mesmo a reconhece, seu psiquiatra alega que ela jamais deu à luz. A protagonista tenta achar a verdade junto com o pai de uma amiguinha de seu filho (o qual também não faz idéia de já ter sido papai).
Problema: o trailer entrega demais e indica que o roteiro vai descambar pra conspiração, do tipo "eles apagaram nossas lembranças". Pode ser uma boa surpresa ou uma bomba completa. E tem a questão Julianne Moore: deve ser culpa de "Hannibal" (quem mandou pegar o papel de Clarice Starling brilhantemente feita por Jodie Foster?), mas não gosto da atuação dela. Ainda assim, fiquei curiosa.

"Finding Neverland" - Johnny Deep interpreta o autor de "Peter Pan" e o filme fala da amizade com uma família formada por mãe e vários garotos que inspirariam os personagens do livro. O trailer mostra cenas de realismo fantástico (os garotos voando de suas camas, imagem clássica do desenho animado. Embora a cena possa ser só imaginação do protagonista) e o roteiro corre o risco de resvalar no piegas. Mas ver o Johnny Deep numa interpretação contida e atuando com a Kate Winslet - que faz a mãe das crianças - nota-se uma ótima química. Gosto dos dois atores de graça e certamente esse é o maior motivo pra me fazer assistir. Mesmo sendo filme de época, que não faz meu estilo.

P.S: Sempre amei ver trailers, então esse programa já entrou na minha lista de favoritos do novo canal! :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 22h05
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   Primeiras impressões nem sempre são as que ficam

O E! Entertainment Television, o canal dos meus sonhos finalmente está na Sky! Fofocas de celebridades, bastidores de filmes e os longuíssimos pré e pós-shows em dias de Oscar, Emmy e Golden Globes. Finalmente poderei xingar a Joan Rivers por falar mal da roupa de meus artistas prediletos! Fútil? Claro, mas eu adoro! E considerando-se que pretendo escrever profissionalmente sobre TV e cultura pop, esse canal é o paraíso na Terra.

Mas para chegar ao paraíso, é preciso passar pelo purgatório, certo? Movida pela curiosidade, não resisti a ligar a TV assim que acordei - as 6 da manhã! - pra ver se o canal realmente estava lá como o jornal O Globo havia antecipado no início da semana. E qual foi a primeira imagem que vi? Elisha Cutbert. Sim, a intérprete da infame Kimbecil Bauer em "24 Horas", num making-of do filme "Girl Next Door/Show de Vizinha". Definitivamente eu não merecia ter essa visão logo ao acordar... Nada contra a atriz, mas olhar pra ela me lembra a maldita personagem. Aliás, sou integrante da comunidade "Eu Odeio Kim Bauer!" no Orkut, com orgulho!

Isso me lembra outro fato bizarro: assim que instalei a Sky em casa, ainda com o técnico no local, fiz questão de testar a recepção. Como havia assinado o serviço por causa de "Arquivo X", fui direto na Fox. E o que estava passando? "Buffy - A Cata-Vampiros" , digo, "A Caça-Vampiros", um dos seriados que mais detesto....

Moral da história? Quem souber, por favor me avise! :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 08h20
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   Doce Fantasia X Cruel Realidade

Doce Fantasia: depois de ler uma fantástica cena de luta entre Elektra e Wolverine no ótimo "The Redeemer", fui ontem toda animadinha pro Muay Thai (Boxe Tailandês) ready to kick some serious asses!

Cruel Realidade: depois de duas semanas sem treinar (em uma, o professor faltou e na outra a academia fechou mais cedo), mal conseguia correr em círculos segurando com os braços esticados uma bola que certamente pesava menos de 1Kg.

Pelo menos consegui fazer as flexões sem colocar os joelhos no chão. Quase uma Irina Derevko, a mãe da Syd em "Alias"... Pensando bem, a quem estou tentando enganar? Dona Irina provavelmente sustenta o peso do corpo com apenas uma das mãos! :D

E minha lente de contato nem levantou vôo no combate, apenas saiu do lugar... Estou progredindo! :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 22h09
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   Ajudem a Garota-Rocambole a ter um feliz aniversário!

Navegando a esmo na Amazon.com:

Sandman Companion (guia para entender melhor a saga) + Elektra & Wolverine - The Redeemer (capa dura!) + frete (o mais barato!) = U$ 49,40

Com o dólar a R$ 3, isso sai pela bagatela de R$150.

Vejam bem, eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui pedindo: meu aniversário tá chegando (7 de novembro!). Qual a alma caridosa que vai ajudar esta que vos digita a ganhar esse presentão? Aceito cheque, dinheiro ou depósito em conta bancária! :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 13h45
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   "Fanarts" de Sandman pra alegrar o feriado

Estava eu fuçando pela Internet quando achei essas fanarts maneiríssimas de Sandman, feitas pela Lanika. O traço é muito expressivo e capta bem o estilo dos personagens.

Confiram em: http://www.sonhar.net/portfolio/fanart/lanika/lanika.html

A imagem da Morte com o Gaiman tornou-se meu papel de parede no micro de casa. Está incrivelmente fofo a moça fazendo cafuné no meu escritor favorito atualmente... Isso é que é musa inspiradora! (Embora eu particularmente prefira o Destruição, hehehe!).

Dito isso, bom feriado a todos! E se alguém quiser me dar presente de Dia das Crianças, tá valendo... :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 17h34
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   Semana de férias... E eu não estou gostando disso! (E também: o mistério do comichão!)

Calma, eu não pirei de vez! Explico: com os feriados de amanhã e sexta-feira, a semana de aulas vai ser obviamente “enforcada”. E por mais nerd que isso possa parecer, eu vou sentir falta da faculdade! O curso é meu momento relax, divertido mesmo! Aulas que estimulam a pensar e não apenas a repetir idéias (tá, existem exceções “cogumelescas” :D), o fato de eu finalmente estar estudando o que gosto e a galera sensacional me fazem simplesmente *adorar* a ECO/UFRJ. A cada dia tenho mais convicção de que estou no lugar certo, no momento certo e com as pessoas certas! Well, vejamos pelo lado bom: pelo menos vou ter mais tempo de escrever aqui! :)

P.S : O post do tombo no buzum fez o maior sucesso, hein? Esse povo adora ver o mico dos outros! E eu idem, porque estou rindo até agora dos comentários da galera! :) Ah, e depois eu publico o diálogo causador do símio em questão. Como não rolou a aula de rádio na quarta passada, sinto que posso ter um comichão de mudar alguma coisa nele.... (E por que diabos o Word está teimando que eu deveria digitar "uma comichão"? Eu hein!)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 09h05
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   Desejo

Intenso, efêmero e fugaz
Ora aparece como moça, ora como rapaz
Age com certa arrogância, faz o que lhe compraz
Também, como não sê-lo com a força de que é capaz?

Personificação do enigma, seu reino está em todo lugar
Mas é no coração onde age e nele faz seu lar
Paixão imediata, impulso poderoso
Sentimento que move o mundo, incompreendido e maravillhoso

Lúcida embriaguez, golpe na sensatez
Fonte de pranto e riso,
Por excelência ambíguo
Leva à perdição ou ao paraíso
Por seus meandros oblíquos

Ao lhe encontrar no caminho,
Não adianta ter cuidado
Inútil resistir ao poder de seu olhar dourado
Nada mais poderá fazer
Pois já estará subjugado

Breve explicação: Esse deu um trabalhão e saiu por pura insistência da maninha Desire que ficou me pentelhando solenemente por ter feito o poema da gêmea primeiro e esquecido dela. E tanto fez que acabei ficando com vontade de escrever o dito cujo. Coisas de Desejo, sabem como é... E foi difícil de fazer porque Desejo é para ser sentido em vez de falado ou escrito!

Além disso, este post é uma homenagem às aulas de Comunicação e Psicologia e de Teoria da Comunicação 2, nas quais se fala *muito* desse (a) Perpétuo. Tenho a doce ilusão que este modesto poema possa ajudar as pessoas a entender melhor o que é Desejo. :)

P.S: E até hoje não acredito que tive a desfaçatez de rimar “ambíguo” com “oblíquos”.... :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 22h09
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   Escritora sofre!

E não estou falando de exagerar e fazer de tudo motivo pra drama. Falo das agruras do dia-a-dia. Como ontem: estava voltando pra casa no buzum e pensando num diálogo pro Laboratório de Rádio. A idéia surgiu no meio da aula, mas a inspiração só veio mais tarde. Depois de ter sacado Palm e teclado pra escrever mais rapidamente, logo percebi que estava na saída da Ponte: hora de descer! Catei as coisas correndo e me encaminhei em direção à porta, ainda com a cabeça no diálogo. Resultado: o buzum fez a curva e eu... PLOFT! Caí feito uma jaca em cima de uma cartolina enrolada que uma garota carregava num dos bancos de trás! Ó vergonha, ó humilhação... O que fazer diante dessa situação ridícula? Rir, é claro! Pra completar, ainda fiz a proeza de me cortar segurando a porta do outro ônibus na hora de descer aqui perto de casa. Tudo pela arte! :)

Hein? Qual era o diálogo? Ah, amanhã eu publico aqui, depois de gravá-lo na aula... :) (Sim, isso é pra criar suspense, oras!)

P.S: E por mais que já tenha escrito colunas e resenhas (muitas!), poesias (algumas!), diálogos (raros!), faça este blog e esteja no 2o período da faculdade de Comuniacação Social, ainda não me sinto completamente à vontade referindo-me a mim mesma como "escritora"... Sei lá porque, talvez Freud explique! 



Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h29
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   "House of Flying Daggers" - Ação e Romance numa Profusão de Cores

Ontem finalmente fiz minha estréia nessa edição do Festival do Rio vendo o filme do Zhang Yimou. (Era pra também ter visto "Hero" do mesmo diretor, mas uma confusão de datas fez a lesada aqui perder a sessão. :P). Fui com o Jorge, amigão dos velhos tempos da Uerj.

Mas vamos ao que interessa: "Adagas Voadoras” é de cair o queixo! "O Tigre e o Dragão" definitivamente fica pra trás graças as inacreditáveis seqüências de ação do filme de Yimou. A comparação com o ganhador de 4 Oscars em 2000 é inevitável, especialmente porque ambos possuem cenas de luta num bambuzal. E a do “Daggers” me fez imaginar que o povo estava praticando o tal do arborismo nos bambus. 

Aliás, as externas são um trunfo e tanto. Embora as florestas chinesas lembrem muito as de Vancouver (ou seria coisa de fã viciada em “X-Files”? :P), as imagens são estonteantes. Afinal, boa parte do filme se passa na estrada. É a estética do road-movie aplicada à China da Dinastia Tang. Ou seja, as longas cavalgadas fazem deste um legítimo “horse-movie”. :)

Escolher a melhor seqüência é difícil, mas fico com o “Jogo do Eco” feito pela Mei diante do chefe de polícia local: começa com um balé de plasticidade e beleza incríveis, associados ao ritmo vigoroso dos tambores (aliás, nota 10 para o surround do cinema São Luiz!) e termina numa fantástica cena de luta, com direito a impossíveis demonstrações de flexibilidade por parte da atriz que deixaram esta que vos digita roxa de inveja.

E as cores? O que são as cores? Absolutamente exuberantes, das roupas das gueixas da “casa de diversões” aos uniformes camuflados das integrantes do clã, passando pelas diversas paisagens deixam o espectador boquiaberto. Palmas pro diretor de fotografia.

Mas não posso resistir a uma piada infame! O “Fashion Alert” avisa: a roupitcha de mangas excessivamente compridas faziam a moça parecer um “bonecão do posto”... :D

E o leitor deve estar pensando: por que “Clã das Adagas Voadoras”? As espadinhas realmente voam no melhor estilo “Matrix” ao longo de todo o filme, com direito até a curvas mirabolantes! O mesmo vale para flechas e bambus. Só faltavam fazer o estilo bumerangue e voltar aos donos. :)

Ação à parte, o filme na verdade é um romance contado de forma nada convencional. Não dá pra dizer mais sem comprometer as surpresas do roteiro. O ritmo da narrativa é, sim, mais lento como a vida no Oriente. Os personagens têm tempo para pensar em suas decisões e em alguns momentos isso cria uma tensão inexistente na narrativa frenética Hollywoodiana. O melhor exemplo disso está na cena em que Mei e seu amado Jin/Wind, afastados, pensam pelo que parece uma eternidade se voltam ou não um para o outro. Ambos estão de costas, em locais distantes e diferentes. Mas o enquadramento mostra a mesma angústia, o que é fantástico considerando-se que o rosto dos protagonistas não está à mostra.

Até as cenas de sexo tem o estilo diferente dos ocidentais. Mesmo nos momentos em que o desejo toma conta, existe uma beleza poética e uma calma há muito inexistentes no chamado “cinemão”.

E o momento "Indignação Feminina" vai para o fato de a mocinha ter ficado na dúvida entre o Jin e o Leo. Como assim? O moço que se dizia “livre como o vento” era muito mais gato com seu jeitão de herói de mangá: esguio e de cabelos compridos. E olha que orientais nem fazem o meu estilo! :)

O roteiro tem reviravoltas, a trama não é o que parece inicialmente e o final foge dos clichês. Outro ponto interessante: ao contrário do “Tigre” e seu ritmo de fábula, aqui a narrativa é linear e mais verossímil. Mesmo as cenas mais incríveis de ação não soam forçadas. O único exagero está numa certa “ressureição” que causou gritos de protesto do público, mas não chega a comprometer.

Em suma: “House of Flying Daggers” é diversão garantida tanto pra quem curte artes marciais quanto para os fãs de uma história bem contada e que não tenham medo de conhecer outras culturas e estilos narrativos. 



Escrito por mim mesma, oras! :P às 18h08
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   Desespero

Começa leve, mas logo é intensa aflição
Seu gancho crava em breve num incauto coração
Reino cheio de janelas postas a refletir
As faces de todos aqueles a quem irá possuir

É uma espécie de renegada
Mantida à torpe distância
Apenas Destruição a entende
Em todas as suas instâncias

Angústia de não conseguir
Medo do que está por vir
Sem ter para onde fugir
Ou como escolher não sentir

Da página em branco és rainha
Com as situações difíceis caminha
Então pergunto na última linha
Quando irás me deixar sozinha?

Breve explicação: Esse saiu por insistência das maninhas da facul: já que eu tinha começado, então que fizesse um poema pra cada Perpétuo. E só consegui terminá-lo na véspera da prova de Comunicação e Artes, no final de junho. Faz sentido: tinha que estudar uns textos cabeludos sobre arte contemporânea e não estava entendendo xongas. Daí pra dona Desespero cravar seu ganchinho e me inspirar foi um pulo... :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 18h03
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   Freud explica... Sandman!

Trecho da "Interpretação do Sonho", de Freud

"Uma vez que reconheçamos que o conteúdo do sonho é a representação de um desejo realizado e que sua obscuridade se deve a alterações feitas pela censura no material recalcado, não mais teremos qualquer dificuldade em descobrir a função dos sonhos. Afirma-se comumente que o sono é perturbado pelos sonhos, mas, curiosamente, somos levados a uma visão contrária e temos de encarar o sonho como guardião do sono".

Sim, isso é *muito* Sandman. Teria Neil Gaiman lido Freud? :)

Sorry, galera mas esse *tem* que ser o tema do nosso trabalho de Psicologia! :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 11h30
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