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Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá) |
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O Aviador – Um Filme que Não Decola
Piadas infames à parte, foi essa a sensação remanescente ao terminar o filme. Tecnicamente correto, grandioso, luxuoso (algumas cenas tem “trocentos” figurantes e fazem pensar na hercúlea logística para serem feitas). Porém definitivamente não empolga. É frio e clinico na apresentação do protagonista Howard Hughes. Um personagem fascinante abordado com excessivo distanciamento, não suscitando emoção alguma no espectador. Culpa também do roteiro esquemático Ficamos apenas de “voyeurs” das aventuras e desventuras do milionário. E só.
Quanto às atuações, Leleco DiCaprio está apenas correto. Nem over, como alguns críticos afirmaram, nem under. A difícil representação dos sintomas dos transtornos psicológicos do personagem foi bem trabalhada, mas nada capaz de gerar “ohs” na platéia. Comparem com a performance de Hillary Swank em “Menina de Ouro” para ver a diferença. Gwen Stefani não compromete em sua curta aparição como Jean Harlow. Há também Jude Law como Errol Flynn. O moço está em todas esse ano e sua presença consegue chamar a atenção apesar da brevidade. liás, ele não era comparado ao Flynn quando iniciou a carreira – no que seria uma irônica homenagem – ou eu viajei na maionese? No entanto, quem surpreende mesmo é Kate Beckinsale como Ava Gardner. Além de estar absurdamente linda (glamour clássico de Hollywood é isso), ela sabe atuar. Sorry, mas não dava pra notar entre uma correria e outra em “Van Helsing” (embora eu ame esse filme) ou no meio das explosões e tiroteios de “Underworld”.
Apesar de bem filmado e dirigido por um respeitável Scorcese, é possível notar o uso da computação gráfica em algumas cenas, especialmente na seqüência da filmagem do “Hell’s Angels”. Fica a dúvida se a “tosqueira” foi intencional para homenagear a cinematografia da época, mas ainda assim ficou literalmente mal na fita. Em compensação a cena em que um dos protótipos pilotados pelo Hughes destrói um quarteirão inteiro é sensacional.
Mas o que me intrigou mesmo em “The Aviator” foi o inusitado uso das cores. Alguém pode me explicar a absoluta ausência de verde na primeira metade do filme, na qual Hughes está mais jovem? E digam que não fui a única a notar que o tom azul-cinzento predominante era o mesmo dos olhos do personagem vivido pelo Leleco, e também de boa parte do elenco. Ainda nesse contexto: que coisa surreal era aquele campo de golfe azul?
Já na segunda metade, quando o império de Hughes começa a ruir e seus problemas psicológicos pioram, o azul some e predomina o verde-hospital-moderninho. Ambas são cores frias, o que talvez explique a sensação de afastamento clínico percebida pelo espectador ao longo do filme. Excetuando-se essa analogia, nem as minhas saudosas aulas de Linguagem Gráfica com o Evandro me ajudaram a interpretar essa!
Falando nos transtornos do personagem, a explicação pseudo-freudiana para a nóia de germes de Hughes é extremamente simplista. A despeito disso, soa verossímil os sintomas piorarem depois de derrotas empresariais ou problemas emocionais. Estranha mesmo é a patologia que o faz repetir frases sem querer. Nunca ouvi falar de algo semelhante. Assustadora a forma como esses distúrbios atravancam o convívio social de uma pessoa.
Nota-se um paradoxo: o homem capaz de lavar as mãos até sangrar por medo de uma infecção não hesitava em desafiar a morte testando seus aviões e não parou de voar mesmo após o grave acidente em que se envolveu. Muito menos temia viver barbado e cercado pela própria urina. Trata-se de uma personalidade cuja riqueza merecia uma exploração mais envolvente e emocional. Por isso o filme parece o hidroavião projetado pelo personagem: grande, pesado e bonito por fora, mas só consegue voar por um curto período de tempo, longe de realmente decolar.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h05
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Em busca da Terra do Nunca – Fábula sobre o poder das histórias
Taí um dos filmes mais bonitos dos últimos tempos. Singelo mesmo. Tem momentos-clichê filmados de forma original. E só os completamente insensíveis serão incapazes de sentir ao menos um nó na garganta assistindo a essa bela fábula sobre o poder da fantasia e da imaginação. Vejam bem: nunca fui fã da história de Peter Pan (embora reconheça uma certa identificação com o personagem), mas a forma como o autor J.M Barrie e sua amizade com a família Llewelyn Davies foram retratados em “Finding Neverland” permite empatia imediata. O filme te pega, o roteiro flui fácil, driblando o piegas com maestria. A fotografia maravilhosa transporta o espectador para um mundo especial, com destaque pras sensacionais transições entre a realidade e a imaginação. Que cores, que vividez! Além disso, há o conjunto de atuações magníficas: Johnny Deep, contido como nunca, dá aos momentos “infantis” do personagem um contraste fantástico. Kate Winslet vem reafirmando seu talento desde “Almas Gêmeas”. E não posso deixar de elogiar os atores-mirins, com destaque para Freddie Highmore - intérprete de Peter - que deixa Haley Joel Osmond (do “Sexto Sentido”) no chinelo!
Temos ainda a construção dos personagens: sólidos e verossímeis, por mais surreal que o comportamento excêntrico do Barrie possa parecer. O risco de maniqueísmo existente na Sra. DuMarier, mãe da Sylvia Davies (Kate Winslet), é deixado de lado perto do final. E há ainda o toque metalingüístico mostrando a peça-dentro-do-filme que rende pelo menos duas cenas memoráveis: a reação do outrora cético Peter à obra dizendo ao autor: “é mágico” (que me arrancou lágrimas: nada mais lindo do que devolver a fantasia ao universo de uma criança) e a representação de "Peter Pan" para a mãe dos garotos. Quem não mexeu as mãos ao ouvir o protagonista dizer: “Quem acredita em fadas, bata palmas” que atire o primeiro saquinho de pipoca.
Mas o que comove mesmo é a história de amor e amizade entre o homem-que-vive-em-seu-mundinho J.M Barrie e a família Llewyn Davies, liderada por Sylvia. E de como o verão passado em conjunto transformou todos os envolvidos. Fala-se também sobre o processo criativo (algo que me fascina) e o poder de transformação e catarse da obra de arte, desencadeando sentimentos.
Pausa para o aviso: vou comentar o final do filme no próximo parágrafo. Se não quiser saber, não leia, ok?
O final era previsivelmente óbvio. Aliás, o trailer entrega completamente o desfecho. Foi só ver a Kate Winslet na cama que pensei “Putz, essa mulher vai morrer”. Não deu outra. Por falar nisso, por que diabos em todo filme passado no início do século tossir significa morte certa? Tá, eu sei da epidemia de tuberculose e tal, mas não precisava exagerar... (Ou será que eu vi “Moulin Rouge” demais?) Contudo, isso não compromete o filme. Até porque a cena da personagem morrendo aparece como uma das metáforas mais lindas do cinema. Representou o óbvio de forma graficamente magistral. Parecia coisa de graphic novels.
Há também a questão da infância, retratada como época única e idílica que deve ter suas particularidades preservadas, principalmente como eterna fornecedora de fantasias para a vida adulta. O filme vende o fato de que não é preciso abdicar de sua criança interior para tornar-se adulto. E mesmo uma criança precocemente apresentada ao mundo adulto pode manter seu lado infantil preservado. A cena em que o garoto Micheal “cresce” instantaneamente aos olhos de Barrie, por exemplo, é um primor.
Vale a pena também mencionar os fatores que ajudam na imersão do espectador: figurino, locações, sotaques e o vocabulário! Quer coisa mais britânica do que “Very well” e “Perhaps”? A ambientação da Inglaterra e dos ingleses do início do século estava espetacular.
A peça-dentro-da-peça foi o ápice da representação da intimidade lentamente construída entre Barrie e a Sylvia. Aliás, o tempo corre de forma nada convencional nesse filme. Fica a sensação de que ora a relação deles evoluiu muito rapidamente, ora está estagnada (principalmente porque ela não conta sobre a doença pro Barrie).É como se faltasse um “alguns meses depois”. De qualquer forma, quer declaração maior do que trazer a obra para dentro de casa apenas para que ela conhecesse a Neverland? E a metáfora da vida se esvaindo da Sininho relacionada à doença da Sylvia? Genial!
Outro ponto alto é a “recuperação” da mãe da protagonista, tocada pela peça. Histórias têm esse poder de despertar os bons sentimentos na mais aparentemente maléfica das criaturas. A partir daí o drama corre solto. Difícil retratar sentimentos em uma manjada cena de funeral, mas o filme consegue. O diálogo final entre Barrie e Peter, magnífico. E lágrimas fluem em profusão.
Li algumas opiniões contra “Finding Neverland” na Internet acusando o roteiro de ser sentimentalóide. Provavelmente essas pessoas esqueceram os amigos imaginários que tinham quando crianças. Se é que tiveram infância...
Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h26
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Elektra, a Tragédia
Fui toda feliz no sábado da estréia ver o filme com a galera (mesmo – entre amigos dos tempos de XF, da Uerj e da ECO tinha um bocado de gente, hehehe) e só valeu pela zoação, porque o filme é fraco que só, pior que “Demolidor”, e vou tentar explicar os motivos.
Elektra nos Quadrinhos
Comecei a ler a saga da ninja assassina há pouco tempo, com o objetivo de me preparar para o filme, embora já soubesse de antemão que a adaptação perfeita seria impossível, pois a história da personagem é barra-pesadíssima e o básico sobre sua origem já havia sido alterado no citado “Demolidor”. Mas vamos lá: Elektra foi criada pelo gênio Frank Miller originalmente como coadjuvante na saga do diabão vermelho. Surge em flashbacks como um affair de faculdade de Matt Murdock. Filha de diplomata, treinada desde cedo nas artes marciais (a mãe foi assassinada quando ela era criança e o pai queria ensiná-la a não ser uma vítima). Idealista, estudava Ciência Política e sonhava em mudar o mundo. Até seu pai ser morto por terroristas – nada a ver com o Rei do Crime, como visto no filme do Demolidor!
Elektra larga Matt e, em busca de paz espiritual, procura o grupo de Stick, o clã dos Virtuosos (cujo nome é inexplicavelmente omitido em “Elektra”). Lá, se torna uma guerreira ainda mais poderosa. No entanto, Stick a expulsa do grupo por estar “cheia de dor e ódio” (numa cena razoavelmente bem mostrada no filme). Indignada e querendo provar seu valor ao antigo mestre, ela se alista na organização inimiga, o Tentáculo, com o objetivo de derrotá-los “de dentro”. Seu ritual de iniciação é uma luta com um inimigo quase invisível num poço escuro. Só depois de matar seu oponente, Elektra se dá conta de que era Stick. (ou seja, a cena dela procurando o ex-mestre no clube de sinuca aconteceu exatamente daquele modo nos quadrinhos – mas era o Demolidor quem procurava o velho mestre). Pouco tempo depois, ela abandona o grupo e se transforma na assassina mercenária e cruel. Sua alma fora corrompida pelo Tentáculo.
Kirigi, o ninja branco do filme é um dos melhores vilões dos quadrinhos (onde usa um uniforme rosado), por ter um poder muito especial: simplesmente não morre! Elektra já fez seus sais lhe atravessarem o ventre e o infeliz saiu andando pouco tempo depois. Uma coisa meio fator de cura do Wolverine. Assassino poderoso, temido e de poucas palavras, só foi derrotado quando Elektra cortou-lhe a cabeça, mas foi ressuscitado pelos integrantes do sua organização, o Tentáculo.
Falando nisso, foi o mesmo Tentáculo quem ressuscitou a ninja, buscando tê-la definitivamente como integrante servil. O plano teria dado errado se não fosse a interferência do Demolidor. Ao lembrar seu amor pela moça, ele a “purifica” e faz a ressurreição ser um sucesso. Mas o herói não sabe disso, apenas o leitor, que vê Elektra usando um traje branco na última página da história.
Ou seja: Elektra jamais se arrependeu da sua condição de assassina. A única vítima que a vemos poupar é Foggy Nelson, advogado amigo de Matt, porque ele a reconheceu dos tempos da faculdade. Fora isso, mais ninguém. Também não vemos pesadelos nos quadrinhos, mas a moça é mesmo mentalmente perturbada – fato brilhantemente mostrado na surreal “Elektra Assassina”, onde ela caça um candidato a presidente dos EUA que acredita estar possuído pela Besta (não estou falando do Bush Jr, é um monstro mesmo).
“Elektra Assassina” é um capítulo à parte. Ali Frank Miller nos mostra a origem da personagem numa narrativa nem um pouco convencional: depois da morte da mãe, é criada pelo pai (há fortes insinuações de abuso sexual por parte dele). Algum tempo depois, ela tenta cortar os pulsos e tem sua primeira internação psiquiátrica, mas engana os psiquiatras contratados pelo pai e logo volta pra casa. Contudo, o que trás a insanidade mental à moça é o ritual de iniciação do Tentáculo. Nesta conceituada minissérie é mostrado também o processo de lavagem-cerebral-mística empreendido pelo Tentáculo.
O roteiro (?!?) do filme também roubou parte da história do “The Redeemer”, sensacional livro envolvendo Elektra e Wolverine: Elektra é contratada para matar um sujeito, mas a filha dele acaba testemunhando o assassinato. Sem conseguir matar a menina (sentindo remorsos por tê-la deixado órfã da mesma forma alguém um dia a deixou), acaba levando-a consigo e descobrindo que a garota era o resultado de uma experiência genética, que a deixou com força e velocidade sobre-humanas. As duas criam uma relação mista de amizade e amor maternal e descobrem ter muitas coisas em comum. Enquanto isso, Wolverine é contratado para resolver o “seqüestro” da menina. O livro é fantástico e daria um ótimo filme, especialmente com o Hugh Jackman em seu papel de Wolvie.
Elektra – O Filme
O roteiro é ruim demais. Demora a engrenar, faz uma péssima apresentação de personagens e deixa milhões de perguntas sem reposta, como por exemplo: quem é exatamente o grupo Tentáculo? Quais são suas motivações? Por que o “Tesouro” é tão importante? De onde vieram as habilidades da menina Abby? Quais as razões dessa guerra entre os clãs Virtuoso e o Tentáculo? De onde surgiram Kirigi e sua gangue do mal? Aliás, quais eram mesmo os nomes dos outros vilões? Só lembro do Kirigi, do Tattoo, do Rock (que era mocinho nas HQs) e da Typhoid Mary.
Depois de levar meia hora pra fazer Elektra ser devidamente conquistada por seus vizinhos, um pai muito do gostoso vivido pelo Goran Visjnic e sua filha “aborrecente marrenta” Abby. A aproximação dos personagens soa forçada demais. Erraram a mão também na caracterização da Elektra, transformada numa heroína mais chorona do que a Sydney Bristow no 3º ano de “Alias”. Entendo a tentativa de humanizar a moça, bem como o fato de uma heroína de ação não poder ser uma assassina cruel – daí inventaram essa angústia existencial representada nos pesadelos – mas não precisava esculhambar! E fui só eu que tive a impressão de ela não ter vencido uma luta da qual participou ao longo do filme todo? E não vou nem mencionar a ausência de seu golpe favorito: nocautear adversários com o cabo da adaga.
O que nos leva ao outro ponto: a ação. O editor de “Elektra” merece ser assassinado pela ninja, pois praticamente todas as cenas parecem estar ocorrendo sob luz estroboscópica. Além disso, boa parte delas se passa no escuro (ou cobertas por inacreditáveis lençóis brancos no que parecia um enorme anuncio de sabão em pó). Ou seja: não dá pra ver nada! Outra coisa: o romance. Só dois beijinhos no Goran Visjnic é algo imperdoável. Ela levou mais tempo beijando a Typhoid Mary! Será que os roteiristas acharam que um affair afugentaria o público masculino? Por que o Demolidor pode ficar com a Elektra e ela não pode ter um rolo com o gostoso do Mark Millar? (Aliás, o nome é uma in-joke: Millar é um conceituado roteirista de quadrinhos).
As atuações: quem se sai melhor, por incrível que pareça, é a Kirsten Prout, intérprete de Abby. Além de estar muito bem nas cenas de ação, é favorecida pela ótima química com a Jennifer Garner. Aliás detesto dizer isso por ser fã da moça, mas Jennifer atuou muito abaixo do que costuma fazer em “Alias”. Não conseguia mostrar as emoções de forma convincente e suas cenas chorando foram verdadeiros desastres. Já Goran Visjnic não tinha muito o que fazer ali além de fugir, já que o romance não era parte importante da história. Como se não bastasse, do meio pro fim o plot torna-se óbvio demais. Estava claro que ela ia salvar a garotinha e livrá-la dos ninjas malvados. De interessante mesmo, só ver os integrantes do Tentáculo virando fumacinha verde *exatamente* como nos quadrinhos.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h27
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Elektra e os Perpétuos
Sendo o filme uma bosta, só me restou zuar: da relação quase pedófila entre Elektra e a Abby (estava vendo a hora das duas se beijarem a qualquer momento) ao vilão tatuado com cara de quem fumava maconha, passando pela morte rápida do ridículo personagem capoeirista, além do inegável mau hálito da Typhoid Mary. Até chegar à convivência da moça com os Endless, com ajuda das maninhas Lili e Aline. Vejam só:
Ela ressuscitou, obviamente escapando da Morte (será que ela quebrou o aquário com os peixinhos e por isso foi despachada de volta? :D). A insônia e os pesadelos indicam problemas com o Sonho. Não tem relacionamentos amorosos e é adepta de uma vida frugal – não é intima de Desejo. Destruição, o sumido, anda sempre ao seu lado. Seu poder de “ver o futuro a curto prazo” não deixa de ser uma espiadinha no livro do Destino. As visões nas quais enxergava a si mesma na Abby eram obviamente obras de Delírio. Não esquecendo da constante presença de Desespero na vida pra lá de conturbada da personagem.
Na verdade, Delírio deve ter baixado mesmo é na cabeça dos “roteiristas” do Elektra, pra fazê-los acreditar na qualidade desse filme. Mas, tal qual Sandman, eu acredito na esperança: quem sabe o segundo filme não vai ser melhor? Alguém duvida que haverá um segundo? Já ouvi a Jennifer Garner falado algo a respeito em alguma entrevista.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h22
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Meu Carnaval Cinematográfico 4 - The End
Menina de Ouro – fazia tempo que um filme não me deixava com lágrimas nos olhos. Fazia tempo que não via tanta gente chorando copiosamente no cinema. “Million Dollar Baby” tem esse efeito, mas não se trata apenas de um dramalhão arranca-lágrimas. O ritmo do filme não cai por um instante sequer. A escalada profissional da aspirante à boxeadora Maggie evolui junto com sua relação com o treinador Frankie. Antes que você perceba, está totalmente envolvido pelo roteiro fantástico e seus personagens maravilhosamente construídos. E a direção de Clint Eastwood, cada vez melhor, faz o estilo discreto, simplesmente deixando os atores trabalharem. Funcionou em “Sobre Meninos e Lobos” e repete o feito magistralmente aqui: tanto o próprio Eastwood (sempre contido sem precisar apenas franzir a testa para mostrar isso) quanto Hillary Swank (cuja transformação física e emocional impressiona) e o sempre bom Morgan Freeman estão sensacionais. E quando estamos fascinados pela história, achando que sabemos o próximo ato do roteiro... Somos atingidos em cheio. Um daqueles socos de deixar zonzo. E depois vem outro e outro. É assim que o filme funciona, como uma saraivada de socos deixando o espectador desnorteado. Não dá pra dizer mais sem entregar o jogo, exceto que não é o que parece: não se trata da versão feminina de “Rocky – O Lutador”. Até o que parece defeito, a ausência de explicação sobre o motivo da relação difícil do treinador Frankie com sua filha, acaba dando um ar de mistério tornando o personagem ainda mais interessante. Outro pequeno porém: o final ligeiramente previsível (pelo menos eu consegui perceber logo), mas a narrativa é tão boa que nos deixa na dúvida se vai acontecer o que imaginamos ou não. Além disso, embora as lutas pareçam mais fáceis do que realmente são, essas seqüências estão bem melhores do que qualquer Rocky da vida. Destaque pro cuidado na evolução da boxeadora: se a primeira cena dela batendo no saco de areia é risível, o espectador, mesmo sem ser ligado no esporte, acompanha nitidamente a melhora nos golpes, na esquiva e na agilidade. Aliás, se alguém souber o segredo daquele cruzado matador, por favor me diga! :) Resumo da ópera: vá *agora* pro cinema! Imperdível!
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças – tecnicamente impecável: direção segura, ângulos de câmera fantásticos e efeitos especiais “ao vivo no set” em lugar do chroma key, algo inédito nos dias de hoje. O roteiro faz bom uso da narrativa não-linear, apresenta bem os personagens e os torna interessantes. Além disso, é bem urdido e os sub-plots servem bem ao plot principal. Todos os personagens são bem-explorados, não há excessos. As atuações de Jim Carrey e Kate Winslet estão sensacionais, conseguindo passar verossimilhança mesmo nas situações mais surreais. Porém, o filme não convence. Falta alguma coisa. Um problema está na narrativa: apesar de ser fora dos padrões, não é tão desafiadora quanto a de um “Vanilla Sky”, por exemplo. Fora isso, o final soou forçado. Aliás, se não quiser saber como termina, pare de ler aqui mesmo. O filme se vende como uma espécie de ficção-científica urbana moderna e acaba sendo uma comédia-romântica convencional com visual modernoso. E o final é forçado pelo seguinte: afinal, se eles se odiavam tanto a ponto de falarem cobras e lagartos pro médico nas gravações, porque retomaram o relacionamento? Pareceu uma tola tentativa de fazer um final feliz hollywoodiano num filme tão metido a esperto. Pelo menos faz pensar no seguinte: más lembranças devem ser guardadas, pois fazem parte da vida. E evitam a eterna repetição dos mesmos erros. Moral da história? Não dá pra viver sem sofrer. Faz parte do pacote. “Brilho Eterno” acaba valendo a pena apenas por suscitar esse tipo de discussão. O resto é “hype”.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h30
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Meu Carnaval Cinematográfico 3 – O Resgate (ou melhor, o Desastre :P)
Sideways – filmezinho sem-vergonha esse! Estou até agora tentando entender o objetivo dessa suposta comédia. Se era falar sobre relacionamentos de uma forma divertida, passou longe. O roteiro trata de dois personagens absolutamente desprezíveis: um, escritor depressivo cuja situação não é das melhores: divorciado e rejeitado pelas editoras, sente-se um lixo. O outro, crianção inconseqüente que não pode ver um rabo-de-saia às vésperas de se casar. Pelo menos sabe curtir a vida. O problema é que não dá pra simpatizar com esses dois. No máximo, sente-se pena deles. Para complicar, esse semi-road-movie é uma viagem pelas vinícolas da Califórnia, senha para longuíssimos e enfadonhos discursos sobre vinho, o hobby do personagem escritor. Que também gosta de golfe. Ou seja, alguém que poderia falar sobre cinema e literatura discorre sobre algumas das coisas mais chatas da face da terra. Sim, eu sabia do tema do filme, mas estava disposta a conhecer melhor o assunto ou, em último caso, abstraí-lo. A tentativa de fazer uma metáfora entre certos tipos de vinho e as personalidades do escritor e sua pretendente não passou do razoável. Aliás, as personagens femininas que interagem com os dois são mais interessantes, porém mal exploradas. Há ainda sérios problemas de ritmo, o filme se arrasta e a trilha sonora estilo “musiquinha de elevador” não ajuda em nada. Não entendi a razão dos Globos de Ouro de Melhor Filme Comédia e Melhor Roteiro. Não há nada de inovador ou extraordinário aqui, nada que indique tratar-se de uma história digna de ser contada. Também não há atuações memoráveis, são apenas pessoas comuns. Pode-se dizer que está exatamente aí o mérito dos atores, mas discordo. Uma boa performance geralmente se vê nas cenas de extrema emoção e isso não ocorre neste filme. Em suma: para um bom filme sobre relacionamentos, veja “Closer”. A melhor coisa da noite foi o trailer de “Menina de Ouro”. Pelo menos esse tem um tema familiar para mim: o bom e velho boxe inglês.
Donnie Darko – outro filme-enganação. Ouvi falar muito bem dele, mas depois de assisti-lo tive certeza de que poderia ser muito melhor. O roteiro até prende a atenção, é fácil ficar curioso com um garoto que tem alucinações diurnas com um coelho gigante feio pacas. O ritmo também ajuda e a trilha sonora, repleta de clássicos dos anos 80, é um primor. A música-tema “Mad World”, cujo vocal tristonho lembra demais o do Michael Stipe (R.E.M), é uma das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. Donnie Darko, o personagem, conquista simpatia com sua esquisitice, estranhei o fato de ele não ser vitima de “bullying” mais sério na escola, dadas suas atitudes. O filme parece ser de ficção-científica e chega a criar uma história bem-articulada mas põe tudo a perder no final ridiculamente óbvio. Sim, me incomoda a idéia de um garoto inteligente e talentoso conseguir descobrir o mistério da viagem no tempo e usá-lo para... se matar? Ah, qual é! Pra piorar o clima “filme de terror barato”, vemos o coelho Frank assombrando outro garoto inocente logo após a morte de Donnie. Há um culto ao redor desse filme na Internet, bem como um website (muito bom, por sinal) criado pelo diretor/roteirista para entendê-lo melhor. Entretanto, não há sutilezas aqui, apenas um filme “modernoso” para impressionar espectadores incautos. Pros fãs de “Sandman”, há pelo menos uma fala interessante: “Todas as criaturas da Terra morrem sozinhas”, remetendo a uma frase da Morte em “A Winter’s Tale”: “In the end, everyone stands alone”. Donnie era freguês assíduo do reino de Delírio e querem saber? Se ele tivesse lido os quadrinhos do Gaiman, provavelmente não teria se matado. De resto, quer um bom filme sobre viagens no tempo? Veja “Efeito Borboleta”, impecável e inteligente, tudo o que “Donnie Darko” não é.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 17h02
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Meu Carnaval Cinematográfico 2 – A Missão
Fahrenheit 9/11 – Como não gostar de um filme que fala exatamente o que nós queremos ouvir? Ideologicamente impecável e politicamente corretíssimo, Micheal Moore desanca o Bush Jr. com classe e estilo. E com um mérito inegável: é um americano típico falando dos americanos típicos e seus valores. Moore reinventou o documentário ao mandar a imparcialidade às favas usando de edição ágil, ironia, sarcasmo e muita cara-de-pau. Sim, em alguns momentos dá pra ver a tentativa de manipular as emoções do espectador, como nas cenas com a mãe de um jovem soldado morto no Iraque, mas isso não chega a comprometer o conteúdo. O diretor/produtor/roteirista avançou em relação ao excelente “Tiros em Columbine” resolvendo o incômodo problema de lentidão do primeiro e fazendo duas horas de filme passam extremamente rápido. O mais chocante? Garotos-soldados dizendo que matam inimigos com o CD ligado ouvindo “Bodies” do Drowning Pool cujo refrão é “Let the bodies hit the floor” e “The Roof is On Fire” que fala em “Burn motherfucker burn”. Eles pensam que estão jogando videogame! Pelo menos alguns mantém o bom senso, como o que declara: “Você não consegue matar alguém sem matar uma parte de si mesmo”. Espantoso também foi ver a Britney Spears mostrando seu conhecimento político ao declarar que “acredita no presidente americano e apóia qualquer decisão dele”. Então tá! O único ponto negativo foi ridicularizar os países menos cotados que faziam parte da coalizão americana contra o Iraque. Má estratégia, Mister Moore. De resto, é o filme-panfleto mais simpático que já vi.
Closer – finalmente consegui ver o filme mais comentado do momento. Entendo a razão da polêmica: falar sacanagem é sexy, mas nem todo mundo admite isso. E esse é um dos filmes mais quentes que já vi sem ter uma só cena de sexo. Gostei da forma como as histórias dos dois casais se entrelaçam, dos diálogos espertos, dos flashbacks entrando sem aviso (ótima forma de manter o espectador atento e certamente o motivo de boa parte das opiniões negativas), do fato de nenhum dos personagens ser santo e, principalmente do final não-óbvio. Finalmente roteiristas estão caindo na real e vendo que nem todos vivem “felizes para sempre”. De resto, como uma assumida fã de dirty-talk poderia não gostar de um filme onde se fala tão abertamente sobre sexo? E ainda tem os personagens, todos interessantes: Dan (Jude Law, sempre bom), o escritor sofisticado, bom de lábia, mas aparentemente ruim de cama (pobres escritores vítimas de estereótipos :D) e que acabou cometendo o ato mais truculento do filme (o tapão em uma personagem feminina), Larry (Clive Owen, ótimo), o médico machão e meio bronco que não tem papas na língua ao falar de sexo, mas chora feito bebê diante da mulher amada. Disparado o melhor personagem masculino: meio cafajeste, jeito de homem que tem pegada e uma voz pra lá de sexy. Ou o roteiro faz muita diferença ou esse rapaz virou outro desde que interpretou mal o protagonista de “Rei Arthur”. No time feminino, temos Anna (Julia Roberts, finalmente num papel maduro), fotógrafa famosa e um tanto quanto esquisita, visto que prefere sexo com culpa. Fechando o grupo, Alice (Natalie Portman, fantástica), a melhor personagem feminina: parecia ser a mais superficial, sem grandes objetivos, sendo usada tanto pelo escritor que roubou sua vida quanto pela fotógrafa que roubou seu rosto. Contudo, a cena final revela que a moça é mais esperta – e muito mais misteriosa – do que imaginávamos. Sua caminhada altiva em Nova York me fez pensar: será que ela era mesmo stripper? E se ela foi pra Londres simplesmente começar uma nova vida e inventou um passado? Apenas acrescentaria uma cena ao roteiro: Alice contaria sua experiência em um livro e faria muito sucesso, para desespero do Dan. Devo confessar que meu casal favorito era Larry e Alice, desde o começo. Eles tinham mais química, eram mais sexy (o que é o joguinho dos dois no clube de strip?) e o escritor combinava melhor com a fotógrafa, pois ambos eram do mesmo mundinho. Em suma: um belo filme sobre os altos e baixos de um relacionamento, mas não se trata de uma comedia romântica, embora tenha cenas hilárias como a do sexo virtual. Se você viu a Julia Roberts no cartaz e espera um novo “Notting Hill”, passe longe de “Closer”; mas se quiser um filme mais adulto, e mais sacana, veja sem medo.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 01h19
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Meu Carnaval Cinematográfico
Para quem ainda não sabe, simplesmente não sou chegada à folia de Momo. Adoro o feriado, claro, mas tenho horror a samba, axé e similares. Sendo assim, costumo aproveitar a época para ver filmes, tanto no cinema quanto em DVD. Até agora, já vi os seguintes:
Sobre Meninos e Lobos – um filme incrivelmente tenso, como as cordas de um violão. Porém, do mesmo modo que o instrumento musical produz belas melodias quando bem tocado, o diretor Clint Eastwood comanda com maestria a película e deixa os atores à vontade para fazer o que sabem. De acordo com o próprio diretor, trata-se de um filme à antiga: puro e simples trabalho de interpretação, sem efeitos especiais pra desviar a atenção. Gosto da fotografia lúgubre em tons de azul (pros fãs de Arquivo X: lembra o episódio “Grotesque”) evocando a frieza da vida daquelas pessoas. Outro ponto positivo é o fato de o roteiro não ser maniqueísta e todos os personagens, absolutamente bem desenvolvidos, terem falhas e segredos. Em suma, uma história sobre como um fato acontecido há 20 anos reflete na vida de seus envolvidos. Também é uma alegoria sobre as escolhas que fazemos. Destaque pro final amargo, nada hollywoodiano, mas obviamente realista. Merecidíssimos os Oscars pro Sean Penn como Melhor Ator e pro Tim Robbins, como Melhor Ator Coadjuvante. Ambos estão magistrais.
O Sétimo Selo – é aquele mesmo, o filme do cara que joga xadrez com a Morte. Este clássico do diretor sueco Ingmar Bergman confirma a teoria sobre a qual conversava no MSN outro dia: uma boa história não envelhece. É fácil abstrair a precariedade da produção de 1957 em nome da direção precisa e da narrativa bem contada. O ritmo, lento, se mostra coerente com a vida na época da Peste Negra. Trata-se de uma grande alegoria sobre a Vida e a Morte, e os grandes questionamentos da Humanidade: por que estamos aqui? Para onde vamos quando morremos? Deus existe? Essa angústia é representada pelo personagem principal, Antonius Block, cavaleiro cruzado que perdeu sua fé – provavelmente abalada pelo caráter mundano das Cruzadas – e passa a vida buscando essas respostas. Consegue ganhar um tempo a mais na Terra com a já citada partida de xadrez e presencia tanto a estupidez quanto a alegria humanas representadas, respectivamente, na cena dos soldados queimando uma “bruxa” e do encontro com o grupo mambembe de atores. Outro momento digno de nota é a reação dos personagens diante da Morte iminente: uns com altivez, outros demonstram medo, um outro protesta, o cavaleiro ateu clama por Deus, e pelo menos uma pessoa parece esperar o momento com um sincero júbilo. Apesar do clima obviamente lúgubre e da representação algo sombria da Morte (pros fãs de Sandman, pensem na Morte do início dos tempos, em versão masculina e com um senso de humor macabro – com trocadilho), o filme passa uma mensagem otimista, enfatizada pela sobrevivência do ator e sua modesta trupe: em vez de ficar questionando a existência, deve-se vivê-la com alegria e arte. Longe de desmerecer a capacidade de questionar – logo eu que adoro um papo-cabeça – penso na Arte como forma de aliviar as angústias, especialmente a mais profunda de todas: a da efemeridade da vida. Não se trata de entretenimento leve, e sim de um filme para pensar.
Réquiem Para um Sonho – taí um filme *muito* desconfortável. Ótimo pra tirar aquela idéia de que a Arte sempre nos faz sentir bem. Well, não faz. Não há como sair imune a esta “fábula urbana e moderna” (nas palavras do diretor e co-roteirista) sobre até onde o vício leva quatro personagens. Contudo, também se trata de uma história de amor, ou ainda de um roteiro sobre sonhos perdidos em vidas desperdiçadas. O diretor Daren Aronofsky, do cultuado “Pi”, define seu filme como “assustador”. Sem dúvida. Não assista se não estiver se sentindo bem, física ou psicologicamente. Mas sabem o que realmente me assustou? Descobrir que Jennifer Connelly, Jared Leto e Marlon Wayans (do descerebrado “Todo Mundo em Pânico”) sabem atuar! Todos estão fantásticos, embora o destaque seja mesmo para a veterana Ellen Burstyn, perfeita como a Sra. Sara Goldfarb. Méritos também pro diretor: seu estilo ágil e moderno consegue superar as semelhanças com “Trainspotting” do inglês Danny Boyle. As seqüências em fast-motion são ótimas e o uso não convencional da câmera impressiona. O roteiro também supreende, especialmente por fugir do óbvio e moralista. É isso mesmo: ninguém morre no fim. Mas há coisas piores que a Morte, e acredito que mostrar isso tenha sido justamente o objetivo do filme. Em resumo: deveria ser exibido nas escolas. É um manifesto anti-drogas melhor do que qualquer campanha do governo.
Well, é isso! Acho que vou precisar ver uma bobagem cinematográfica qualquer depois de terminar minha listinha. Só peguei filmes-cabeça esse ano! :)
Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h49
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A Vida é Linda, o Mundo é Belo e o SAG é Justo! (E eu não sou pé-frio!)
Deve ser o início do fim dos tempos. Pela primeira vez, praticamente todos por quem eu torcia no Screen Actors Guild Award venceram! Isso *jamais* aconteceu antes, em nenhuma entrega de prêmios! Teri Hatcher como Melhor Atriz em uma Série Cômica por “Desperate Housewives” (sem dúvida, a Susan é a personagem mais pastelão e a mais difícil de interpretar ali), a mesma “Desperate” como Melhor Série Cômica (sarcástica, não-convencional, uma das melhores coisas no ar atualmente) e, last but not least, Jennifer Garner levando como Melhor Atriz em uma Série Dramática por “Alias”. Essa sim foi um milagre! Merecido reconhecimento pro que foi, sem dúvida, a melhor atuação da moça na pele de Sydney Bristow mesmo com aqueles roteiros ridículos do terceiro ano. Em episódios como “The Two”, “A Missing Link”, “Breaking Point” e “Full Disclosure” ela dá um banho de interpretação. E eu não sou mais pé-frio em premiações! Oscar, here we go... :D
Escrito por mim mesma, oras! :P às 01h54
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A Vela
A vela acesa A chama inflama Acalma e clama Em ondulação profana
A flama Aquece e esquece E enfim fenece Como a vida acontece Como assim lhe apetece
Breve Explicação: Esse aqui surgiu em um dos recitais "Uma Noite na Taverna", conversando com o Fabiano - ótimo poeta, diga-se de passagem! - que estava justamente fazendo um poema sobre velas inspirado na iluminação do recital em questão. Fiquei com inveja e decidi fazer um também. De resto, mais alguém vê uma metáfora pra vida - curta e fugidia - na chama tremulante da vela?
Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h16
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