Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá)
   Considerações aleatórias sobre várias coisas

Sim, eu sei que estou mega-sumida, mas ultimamente as coisas andam rocambolescamente corridas. Todos os professores da faculdade resolveram apostar em leituras e/ou exercícios, o curso de Reportagem e Cinema dá um certo trabalho pra arrumar as anotações de aula no formato de roteiro e, principalmente, o trabalho de tradução que estou fazendo está consumindo o meu escasso tempo. E ainda tem a academia. Não, eu não sei como consigo dar conta disso tudo. Vai ver eu sou ninja mesmo :)

Minha Páscoa foi ótima: estou me empanturrando até agora com um belo ovo Alpino número 23, presente de mamãe. E descobri algo peculiar: Alpino é o único chocolate que não deixa aquele gostinho levemente amargo indicando a hora de parar de comer. Obviamente minha pele não gostou dessa descoberta... :)

Sexta-feira santa fui com o povo da lista de “Alias” no Outback do NYCC. Eu, Dri, Lucy, Polly, Jacque e Louise (e sua eterna expressão de “what the fuck eu tô fazendo aqui”, já que ela é fã de todos os seriados, exceto o do JJ Abrams). Muitas besteiras rolaram soltas, mas o melhor momento foi quando vimos no cardápio uma sobremesa chamada “Sydney’s Sinful Sundae”, cujo nome parece título de fanfic NC-17 (Convenhamos: Sundae Pecaminoso da Sydney? :D). Lucy, animada, solta a pérola: “Eu quero comer a Sydney!”. No que foi prontamente atendida. Na verdade, todas tiraram casquinha da Syd e eu devo dizer que não gostei. Certamente prefiro um Vaughn’s Sinful something. Aliás, everything. Tudo naquele homem é sinful! :)

Nessa mesma sexta, no mesmo Outback. Diálogo absolutamente sem noção que começou lá e eu completei sozinha depois porque a galera não conhece Sandman:

- Neil Gaiman é o cara!
- Mas o cara não é a Dona Irina?
- Então... Neil Gaiman é a mãe da Sydney?
- Peraí. Se Gaiman é a mãe da Syd e “pai” dos Perpétuos então... A Sydney faz parte dos Endless!

Algo acaba de me ocorrer: nessa linha de raciocínio a Nádia também é um Perpétuo! E o Vaughn... Seria a Nada? Não, a Nádia é a Nada! Porque ela não serve pra Nádia, oras! (aê, bati o recorde de piadas infames em um único parágrafo! :D)

Hoje: ECO - Aula de Sistemas / Interior / Dia (esse troço de fazer "cabeça de cena" é viciante!). Minha atenção, difusa como sempre, ouve apenas o professor falando “antropomórfico” relacionado a computadores.

Eu, lesada: - Ele *realmente* disse antropomórfico?
Lili, na lata: - Nós somos PCs!
Laura, também rápida: - Meu 486 é um Perpétuo!
Eu, infame as ever: - É. Um 486 tem tudo a ver com Desespero...

P.S: Deixo aqui meu manifesto: pela relativização antropológica do conceito de celulite! :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 20h57
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   Babaquice Bate-Pronto

Meu apartamento. Interior. Noite (de ontem)

Estou no quarto trabalhando no micro, enquanto minha mãe vê o Jornal Nacional na sala. Ouço apenas o final da matéria sobre (mais um) garoto que invadiu uma escola nos EUA e saiu atirando. O âncora diz que o rapaz se auto-intitulava "anjo da morte".

Eu, pensando alto, respondo:

- Ê, impostor!

Minha mãe dá uma sonora gargalhada.

P.S: Impressionante como as coisas mudam: outro dia eu estava aqui me lamentando por não ter um emprego. Agora, estou com trabalho até a medula! É aquilo: a vida é feita de contrastes, luz e sombra, etc etc. (ou, em outra linha de raciocínio: Darwin, I-Ching, adaptação.. :D)

Aviso: Este post é uma grande in-joke! A autora não garante e nem se responsabiliza pela compreensão deste texto pelo leitor. :) 



Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h16
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   Epopéia do Fim de Semana ou Eu Estava de Blusa Amarela na DDK Sim, e Daí? (E mais: Lost!)

Pois é, sei que não escrevo aqui há eras (bunito isso!), mas tive um fim de semana legitimamente rocambolesco, confiram:

Sexta: em dia de “não quero ver gente”, fui ao recital “Uma Noite na Taverna” só pra devolver os CDs de “24 Horas” do Skywalker e acabei saindo de humor renovado depois das ótimas apresentações e de altos papos estilo filosofia de botequim até as duas da manhã. Taverna rulez big time!

Sábado: a odisséia consistiu em duas festas na mesma noite, ambas na Rua da Carioca. Uma, a tão falada Ploc 80, na Oz Club. A outra, a já conhecida DDK, no Cine Íris. É, eu gosto tanto do pop-dance da chamada década perdida quanto de rock gótico com toques de eletrônico. Como cheguei cedo, pude observar a fauna urbana de ambos os lados e percebi que o povo “normal” da Ploc ridicularizava a galera da DDK com seu estilo peculiar: preto era a cor padrão, embora vermelho fosse permitido. Muitos faziam o estilo vampiro, havia moças de meia-calça com liga ou perucas, rapazes de capa ou sobretudo e até um moço no estilo Marylin Manson vestindo um corpete. Indignei-me com o comportamento tacanho dos críticos de plantão. Convenhamos, nada mais ridículo do que preconceito! O interessante na DDK é justamente o visual da galera, que capricha no estilo gótico e suas variações. Enfim, essa observação e o respectivo contraste vale um estudo antropológico das tribos urbanas contemporâneas.

Divagações feitas, voltemos ao principal: primeiro a Ploc 80. Boate microscópica, festa lotada, do tipo “se não chegar cedo, não entra”. Uma vez lá, encontrei-me no paraíso dos nostálgicos. Fiquei impressionada por ter conhecido*todas* as musicas tocadas! Tudo bem que a mais underground foi “Def Con One” (Pop Will Eat Itself), ou talvez “Eu sou free” (Sempre Livre). Estranhei ver a pista parada ao som da irresistível “Tour de France” (Kraftwerk), assim como a escolha do DJ por “Just can´t get enough” do Depeche Mode em vez do sucesso fácil “Strangelove”. (Não que isso me atrapalhasse, gosto de ambas do DM). Além disso, relembrei meus tempos de matinê na Hollywood dançando “What’s on your mind” (Information Society) e “Step by step” (New Kids on the Block). E, sinceramente, jamais pensei que fosse ver uma pista pegar fogo ao som da ótima “You give love a bad name” (Bon Jovi). Dancei até não poder mais. E escapei da famosa “seqüência trash”, onde dizem que toca de Rosana, “O Amor e o Poder” até Magal, passando por Gretchen. Aí é demais pra mim, não dá pra dançar essas coisas...

De lá, fui para a DDK, onde era a única pessoa de blusa amarelo-cheguei no imenso local. Fazer o quê? Adoro me vestir de preto, o cordão de ankh não deixava dúvidas sobre minha simpatia pela causa gótica, mas daí a torrar numa “personal sauna” no calor carioca são outros quinhentos! Vi o finalzinho do show cover do Rammstein, a tempo de ouvir “Reise Reise” e concluir que a banda era realmente fantástica! Surpreendente ver o vocalista magrinho com jeito frágil soltar o vozeirão grave no estilo do grupo alemão. A seguir, fui parar na pista de rock, na qual vi Desejo fazendo *muito* bem seu trabalho. (valeu, sister/brother!). Algum tempo, muito suor e vários esbarrões em conhecidos depois, já era dia e voltei pra casa cansada e feliz da vida.

P.S: Não pensei que fosse dizer isso, mas “Lost” rulez! J.J. Abrams provavelmente vai estragar a série no terceiro ano, mas até lá a diversão é garantida. E a duvida que corroi minha alma, mais até do que a identidade do “Lostzilla”, é saber o que diabos a Kate fez? Ela não tem cara de quem matou a família e foi ao cinema!

P.S 2: Sei que estou devendo e-mails pra meio mundo. Vou tentar botar tudo em dia nesse fim de semana, ok?



Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h16
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   Hoje dei uma de Shadow (sim, o personagem de “Deuses Americanos”, do Neil Gaiman. Não conhece? Leia já!)

Dei uma de Shadow porque andei para não pensar na vida, nos problemas e na tristeza que vem assolando minha alma. Não metaforicamente como em “caguei e andei”, mas literalmente no sentido de “pôr um pé diante do outro”.

Explico. Engarrafamento dos grandes. (Também, que idéia. Querer chegar  rápido em dia de chuva no horário do rush). A trilha de “Ray” soava no discman. Eu estava atrasada. E triste. Com um nó na garganta que nem “What I’d Say” conseguia tirar. Ficar parada dava agonia, talvez pela semelhança entre aquele trânsito e a constante imobilidade e espera que minha vida se tornou.

Odeio esperar. E estar ali atravancada gerava uma crescente vontade de movimento. Vontade de sair dali. Vontade de “Pára-o-mundo-que-quero-descer. Em qualquer lugar fictício tá bom”. Minha intuição mandou descer e, quando dei por mim, já perguntava ao motorista se podia me deixar logo após a entrada da Ponte Rio-Niterói. Chovia. Era noite. O caminho era em boa parte escuro e deserto. Tanto melhor. Gosto de andar em ruas escuras e desertas. Sozinha. Com exceção de um sujeito que me desferiu um olhar genuinamente espantado, dizendo sem palavras “o que diabos você está fazendo aqui?”.  Respondi com uma expressão de “que foi? Nunca viu uma mulher toda vestida de preto (inclusive o guarda-chuva) andando?”.  Meu estado de espírito era de “don’t mess with me” e essa atitude se refletia no meu caminhar.

Não importavam a distância, a chuva, ou o fato de não estar calçando os sapatos ideais. Precisava sentir o ar livre. O vento leve e frio transformando-se num calor confortável à medida que os passos largos ganhavam ritmo.

Andar é interessante porque ocupa a mente. Afinal, é preciso pensar em apenas duas coisas para fazê-lo: no próximo passo e em onde você quer chegar. Às vezes, o segundo item é dispensado, mas ainda assim recomendável. O que não significa andar em linha reta. Para esquecer de tudo, quanto mais sinuoso e longo o caminho, melhor.

Caminhar sem pensar em nada chega a ser surreal para a rainha do “daydreaming”, que anda distraída  na rua pensando em zilhões de coisas, poucas com lastro no mundo real. Mas nesse momento, andando à noite na chuva, entrei numa espécie de transe. Semelhante à meditação, pois não via mais nada ao redor apenas um passo e outro. E saí com uma sensação de leveza e renovação.

Talvez seja isso, o caminhar como metáfora da vida: você sabe o início e o fim, mas o meio é por sua conta e risco.



Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h12
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   Bizarrices do Dia-a-dia (e um pouco sobre o Oscar)

Sei que este blog está ligeiramente abandonado, mas é que esta que vos digita andou um tanto quanto desanimada esses dias – basicamente por estar levando um enorme veto do mercado de trabalho (se alguém quiser me oferecer trabalho, agradeço!). Contudo, nada como uma boa babaquice pra me animar a escrever. Assim, interrompo a série de críticas de filmes do Oscar (ainda falta “Ray”) para contar situações bizarras vistas e vividas nos últimos dias:

Madrugada de terça para quarta: sonhei que estava andando calmamente quando alguém atirou um imenso saca-rolhas, que acertou bem no meio das minhas costas e me atravessou. Cheguei a ver a pontinha dele saindo pelo meu abdômen. Quando alguém (também não sei quem) tentava desatarraxar o dito cujo da minha pessoa, acordei. Desconfio que quem tentava tirar o maldito objeto era eu mesma. Mas, convenhamos, só se eu fosse a Mulher-Elástico onírica! E aí, psicólogos de botequim de plantão, alguma sugestão sobre o que raio seria isso? (Além de surreal e bizarro, of course!)

Hoje, no shopping: alguém pode me explicar o motivo da existência de mocassins de camurça *verde-chiclete* e *rosa-cheguei*? (o primeiro parecia sapato de duende, enquanto o segundo era digno de uma patricinha sem noção do ridículo), ou de um sapato de salto alto cor-de-rosa forrado com estampa de oncinha? (que me fez imaginar sua dona: uma perua de bolsa pink e capa de celular de oncinha). Mas o que me fez ter ataques de riso em plena Leader Magazine foi uma calcinha de algodão com o desenho do... alfabeto grego! Isso mesmo, alfa, beta, gama delta, etc. Imaginem se na hora H o sujeito olha pra peça de roupa da moça e lembra das aulas de matemática? Brochante, não? 

Segunda-feira, voltando da academia: na calçada de um prédio comercial em frente a um ponto de ônibus jazem inertes: um sujeito com cara de cansado, um bebedouro (desses de colégio) e – pasmem – uma privada! Quase perguntei se o sujeito ia levar aquilo tudo no ônibus. Ou se aquele era o seu kit-diarréia (nunca se sabe!). Se tivesse uma câmera seria difícil resistir à tentação de uma foto sentada no tal “trono”, com um jornalzinho ainda por cima! Estão rindo? Isso poderia ser uma instalação de arte contemporânea, oras. Uma mudança no paradigma dos “ready-mades” de Duchamp no contexto da urbanidade hodierna! (É por essas e outras que eu *preciso* dar uma aula-trote algum dia :D). 

Semana passada, voltando da academia: vejo um lindo gato siamês andando livre, leve e solto pela rua. Movida pelas lembranças de infância de um felino da mesma raça, resolvi me aproximar fazendo o clássico “psst psst psst”. Resultado? O bicho saiu correndo! Moral da história: estou espantando gatos literal e metaforicamente! Ninguém merece!

P.S: E o Oscar, hein? Adorei o nocaute de “Menina de Ouro”! Mereceu todos os prêmios que levou! Só não gostei de “House of Flying Daggers” ter perdido em Fotografia pro “Aviador”. De resto, mais alguém sentiu “Vergonha Alheia” (ver comunidade no Orkut de mesmo nome) pelos repórteres argentinos da TNT? Deslumbrados com as celebridades, mal conseguiam manter um diálogo sem babar no tapete vermelho. E quando eles gritaram – em vão, claro – pelo Leleco DiCaprio? Patético! Quando o pré-show oficial da ABC começou, a diferença era gritante. Mas o grande enigma da premiação é saber o que era o crucifixo com uma pedra em cima, usado pelo Johnny Depp e pelo Sean Penn (ou era o Tim Robbins), que mais parecia um ankh? Alguém sabe?



Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h16
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