Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá)
   Você sabe que está lendo "Sandman" demais quando

Lendo texto de Teoria da Comunicação 3 conclui que Destruição era frankfurtiano, porque largou seu reino na época do Iluminismo, quando a ciência e a tecnologia evoluem e o ser humano aprende a destruir sozinho. Como os adeptos da Escola de Frankfurt crtiticam justamente o domínio da técnica, foi só ligar os pontos.

Numa conversa casual, falando de algo que acontece muito raramente, usa: "uma vez na vida e outra no meu reino!"

Tem que segurar o riso toda vez que vê Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero, Delírio ou Deleite escritos assim, em maiúsculas.

Vê a seguinte frase no trabalho de tradução: "despair versus integrity" e pensa logo: sou mais a maninha! :)

Por enquanto é isso. Se lembrar mais, eu escrevo! :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h55
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Cheguei em casa cansada. Tinha sido mais um dia cheio: curso, faculdade, academia. Tomei banho, jantei. Sentada à frente do micro, adiantei um pouco do trabalho de tradução até decidir abrir um novo documento no Word. Zilhões de coisas na cabeça, mas estava decidida a começar. Tinha um desafio a cumprir. Não sabia exatamente a forma. Vou deixar por conta do acaso. Bom, a idéia não era escrever sobre alguém escrevendo uma poesia? Então lá vai:

Como definir o fazer poético?
Transformar-se em outros num esforço mimético
Ou compreender a si mesmo num esboço profético?
Eis que digressiono e o resultado é patético

Quer saber como isso vai terminar? Então leia esta e outras histórias no Círculo das Trovadoras de Minerva, que está cada vez melhor!

P.S: Estou sumida porque estou enrolada, óbvio! Once Garota-Rocambole, always Garota-Rocambole...

P.S 2: Nota mental para mim mesma: fazer a crítica do "Episódio III" (sensacional!) e do "Oldboy" (muito bom, apesar dos momentos over).



Escrito por mim mesma, oras! :P às 01h54
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   Espada de Dâmocles

Era noite de Ano Novo. Faltavam algumas horas para a meia-noite, mas ela preferia estar sozinha. Acompanhada apenas por uma garrafa de champanhe, sua bebida favorita. Na verdade, ela já estava se sentindo completamente só, a despeito da casa lotada, com direito a som e risadas altas. Era a festa do “amigo de um amigo”, não importava. A multidão não lhe agradava. Fugiu para um quarto nos fundos e olhava a janela, de onde via uma lua linda. Sentia saudades da família, de seus verdadeiros amigos e até uma nostalgia atávica de algo que não sabia bem o que era. Felicidade, talvez?

Fez uma careta de desdém por si mesma e sorveu lentamente o champanhe na taça fina e comprida. Sentiu as tais bolhas no nariz e o gosto gelado descendo pela garganta. Em vez da decantada leveza, sentia um peso enorme. Desconforto. Angústia. (...)

Quer saber o resto da história? E, de brinde, ver como seis pessoas desenvolvem de forma maravilhosamente diferente o mesmo tema? Leia no Círculo das Trovadoras de Minerva.

Ah, e se você quiser saber de onde vem o título do conto (digo,  da crônica), confira uma definição em inglês no New Dictionary of Cultural Literacy e uma versão em português da lenda grega aqui.  



Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h45
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   Babaquices do dia-a-dia

Momento Sem Noção 1 – Patrocínio: Alfred Hitchcock

Anteontem, esta que vos digita fazendo trabalho de tradução. No texto, a frase é “Bath hazards”, devidamente traduzida por “Perigos no banho”. Imediatamente eu penso:

- Perigo no banho é um psicopata te atacar no chuveiro à la Psicose! :D

**********

Momento Sem Noção 2 – Patrocínio: Rede Globo

Dia desses, no meu apê (sem festa!). Estou escovando os dentes e ouvindo um diálogo na novela das nove sobre uma garota que queria um “date”.

Eu, incrédula: Mãe, ela falou “date” mesmo?
Minha mãe: Falou. Aliás, o que é um “date”?
Eu, rápida: “Date” é o cara com quem você deita! :D

(Sim, eu sei que nem sempre rola alguma coisa em “dates”. Mas eu lá ia perder a piada?)

**********

Momento Sem Noção 3 – Patrocínio: Povo da ECO 

Rio Sul. Semana passada. Após fazermos o trabalho de Fotografia.

Cena: eu e Lili babando nos modelos mais recentes de Palm numa loja no térreo. (O Tungsten é um tesão: mp3 player, câmera digital e cartão de memória de 256 Mb, além da tela ENORME! O que me lembra uma piada babaca...) Enquanto isso, Laura vira pra Aline e manda:

- Ih, nossos namorados estão falando de carros...

E elas entram numa loja de sabonetes artesanais, a mais “mulherzinha” das proximidades... :D

[in-joke] E nem era segunda-feira! [/in-joke]



Escrito por mim mesma, oras! :P às 22h17
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   Luz após as Sombras

As coisas estão indo tão bem que mal posso acreditar. Deve ser pra compensar o baixo-astral da época em que fiquei desempregada. Ou apenas a reafirmação de que a vida é feita de contrastes. Vejam só o breve resumo dos fatos da semana:

Trabalho de Fotografia deu tão certo que nossa alegria em fazê-lo ficou literalmente impressa no contato. Em preto-e-branco e com muito estilo. (Tá, no próximo a gente trabalha melhor o foco!)

Trabalho de Teoria da Comunicação 3 - feito às pressas por falta de tempo - levou um A (o qual, confesso, não esperava). Imaginem como vai ser quando tivermos mais tempo e a Laura de revisora! :D

Estréia do Círculo das Trovadoras de Minerva. Reunião fantástica e textos idem. Andava mesmo precisando de um motivo para escrever. (Embora meu poema tenha me assustado um pouco. :P)

Momento catártico e intenso coletivo. Apesar de ter me deixado com uma pitada de angústia na alma até agora, foi extremamente positivo. Pela troca em si e por ter me feito concatenar coisas e fatos dos quais já sabia mas não queria pensar a respeito. Perturbador (no bom sentido) e enriquecedor.

Estou com um trabalho de tradução grande o bastante para garantir não apenas a minha sobrevivência como também um antigo sonho de consumo para o mês que vem.

Ou seja, viver é muito bom justamente por ser imprevisível e contrastante. E tenho dito.

P.S: Eu *sei* que há uma piada babaca com o título deste post envolvendo Sandman e/ou Star Wars. Deixo pra quem quiser completar.. :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h39
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   Quero registrar este dia

Eu ia escrever sobre como fiquei feliz com o trabalho de Fotografia, feito na ótima companhia das maninhas Aline, Laura e Lili...

Contudo, ocorreu um fato sublime originado de um acontecimento prosaico (no caso, uma aula assassinada do Pai-Nosso from Hell). Laços estreitados, elos fortalecidos, um largo passo foi dado. Definitivamente palavras têm poder. E o imponderável me fez uma grata surpresa.

O que só reforça minha certeza de que estou no lugar certo, no momento certo com as pessoas certas.

Amo vocês. Todo dia!
(Também, como não amar depois de vários abraços assediadores, uma lap dance no 426 e um beijo na boca em plena Saens Peña? :D)

P.S: Ei, eu fiz um texto no passado! :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h11
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   O Círculo que se Inicia ou O Poder das Palavras

E deu-se hoje a primeira reunião do Círculo das Trovadoras de Minerva. Atendendo ao primeiro desafio e ao chamado das letras (além da inevitável curiosidade, é claro!), rumamos as cinco em direção ao Campinho, local bucólico e aprazível a despeito do excesso de testosterona pulsando ao redor.

Sentadas em círculo (lógico!) à sombra de uma árvore lemos nossas obras. Impressionante como de uma mesma idéia nasceram cinco textos maravilhosamente diferentes. Entre comentários e exclamações, aguardávamos ansiosamente o final de cada texto. Chamou-me a atenção o fato de praticamente todas as obras terem driblado com maestria os clichês (exceto a desta que vos digita – juro que tentei, mas o personagem  não quis! :D). E fazendo uma análise, percebi em todos os textos, de uma forma ou de outra, a presença de desfechos bombásticos (com trocadilho, em um dos casos!). E isso definitivamente me agrada.

Diante do clima ameno, os comentários posteriores correram soltos e entusiasmados, assim como os aplausos ao fim de cada leitura. Fomos interrompidas apenas por um pôr-do-sol fantástico que cobria o Corcovado de uma inacreditável luz âmbar e clamava por uma câmera para registrar o momento. Tão bonito que nos fez aplaudir o ato, numa demonstração quase Wicca de devoção pela Deusa.

Aliás, a própria reunião em si tinha lá seu quê de coven, com cinco mulheres em contato com a natureza no sentido literal e no metafórico. Havia também ecos atávicos de reuniões tribais em volta da fogueira, trocando histórias e mitos. A cada leitura era impossível controlar a ansiedade e não me pegar curiosamente pensando “no que isso vai dar?”, “como esse cara vai sair dessa?” ou “ele vai se jogar ou não”? O poder das palavras era sentido a cada letra proferida. A arte de contar histórias, muito bem representada.

Belo desafio à criatividade. Que venha o próximo!

Deixo aqui o início da minha contribuição:

Do Alto

Do alto, eu contemplo
Questiono meu intento
Me sinto pequeno
Um mero ornamento

(...)

Para ler o resto e os outros contos, clique aqui e junte-se ao Círculo.

P.S: Esse texto tá muito “midcult”, né não? :)



Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h52
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   "A Intérprete" - Só as palavras se salvam em um thriller sem emoção

Fui ao UCI (é, eu gosto desse cinema :D) com a Dani ver o trabalho novo da Nicole Kidman e do Sean Penn. Fim de semana de estréia, sessão lotada, espírito preparado pra ver um belo filme-pipoca, ótima companhia. Tudo perfeito, certo? Quase...

O início até promete, apesar das cenas na África exalarem clichês por todos os poros: da fotografia naquele tom de amarelo "estourado" ao imbróglio sóciopolítico de sempre. O massacre da vez dá a liga para o plot que será explorado mais adiante. Atenção para a vítima e seus cadernos.

Nos créditos de abertura, a melhor parte do filme: planos da rotina de reuniões da ONU com diversas vozes falando em vários idiomas em surround. Recurso fantástico para mostrar ao espectador a loucura do trabalho de intérprete naquela legítima torre de Babel.
 
Tecnicamente "A Intérprete" é interessante: tem boa fotografia (a cena do apartamento do personagem do Sean Penn tem uma iluminação fantástica!), excelente utilização do labiríntico prédio da ONU para gerar um certo suspense, além do já citada edição engenhosa do som.

Contudo, o ritmo é lento. Nem o fato da personagem da Nicole Kidman, a intérprete em questão, ser razoavelmente densa e fugir do estereótipo de heroína estúpida, a relação entre ela e o policial que deveria protegê-la flui no ritmo de cinema oriental ou europeu. O que, convenhamos, não condiz com a velocidade (ou a intensidade) necessária a um thriller.

Em se tratando de um roteiro sobre o poder das palavras (e isso poderia ter sido mais bem explorado), não surpreende que os diálogos sejam bons. Ágeis, rápidos, espertos, novamente aludindo ao trabalho de intérprete. Com destaque pra um em que a moça mostra toda a sua rapidez de raciocínio e domínio das palavras pra explicar ao policial, num trocadilho fantástico, a diferença entre “dead” (morto), “gone” (desaparecido) e a expressão “dead and gone” (algo como “morto e enterrado”, numa tradução *muito* livre).

Outro diálogo hilário. Chefe de segurança do ditador africano pergunta ao  policial:

- Black or White? (Branca ou Preta)
- Não, obrigado.
- Eu estava falando da moça...

Ou seja, o roteiro tem essas sacadinhas, um belo uso da língua inglesa. Também ganha pontos por não apostar no clichê do romance fácil entre os personagens da intérprete e do policial (ambos muito bem defendidos por seus atores, diga-se de passagem). Mas cadê a emoção? O tal do suspense? Não existe, até porque os riscos à vida da protagonista nunca parecem grandes o suficiente e o filme caminha a passos de tartaruga rumo a um desfecho tão previsível que dá raiva. Os plots são fracos, fazendo as (raras!) reviravoltas de roteiro soarem forçadas. Tudo bem que não dava para esperar grandes ousadias cinematográficas do primeiro filme a permitir o uso da sede da ONU como locação, mas o resultado poderia ser obviamente melhor.

Em suma: vale pelos diálogos e a fotografia, visto que o roteiro decepcionou pela propaganda enganosa. No fim das contas, “A Intérprete” é um thriller sem thrill, ou seja, sem emoção. 

P.S: Quer saber qual seria o meu final ideal? Veja aqui embaixo...

 


Sim, isso é um aviso de spoiler! Afinal, lendo a minha versão é possível deduzir o final do filme!

 


Por mim, a intérprete mataria o ditador e o personagem do Sean Penn, com direito a gotas de sangue voando lenta e dramaticamente até atingir as paredes e o chão do escritório na ONU (melhor ainda se voassem no símbolo da organização!). Ela poderia ser presa e contar toda a história do filme em flashback. Ou escaparia e voltaria pro país fictício africano onde nasceu. A seqüência final nesse caso seria ela dirigindo um jipe pelo deserto, com o sol a pino e nada mais ao redor (queria ver um certo professor de Fotografia fotometrar isso!  Hehehe!).

E aí? O que acham? Sirvo pra ser diretora? :D  



Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h36
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   Pérolas do Dia-a-Dia

Endless Power

 

Ontem, vendo um certo seriado com minha mãe (sem nomes para evitar spoilers, pois o episódio é inédito no Brasil). Uma personagem que vem prometendo causar problemas desde o início da temporada surge em cena, perfeitamente saudável. 

 

Eu, subitamente: Ah, essa mulher vai morrer.

 

Na cena seguinte, a fulana em questão comete suicídio cortando os pulsos! Detalhe que *nada* indicava que a moça fosse dar fim à própria vida.

 

Moral da história: mesmo no lazer eu faço meu trabalho! :D


*****

 

(Quase) Tudo Sobre Minha Mãe

 

Anteontem, minha mãe pede um cordão meu emprestado pra sair. O dito cujo está mais enrolado do que a garota-rocambole que vos digita.

 

Eu: Bom, tem aquela simpatia de pensar em uma pessoa fofoqueira pro negócio desembolar.
Minha mãe: Mas em quem eu vou pensar? Não conheço nenhum fofoqueiro ou fofoqueira!
Eu, distraída: Sei lá.
Minha mãe: Ah, vou pensar em mim mesma!

 

Num átimo, o cordão se desenrola. Risos histéricos das duas. Então tá, né? :D



Escrito por mim mesma, oras! :P às 03h54
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