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Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá) |
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Filosofices e filosofadas...
Reli "O mundo de Sofia" e revi "Waking Life". Ou seja, estou com a cabeça cheia de perguntas filosóficas e gostaria de compartilhar algumas:
Existem idéias inatas? Se não, e tal da "memória genética"?
Como falar de livre-arbítrio se estamos de um lado cercados pelo acaso, e por outro pelas instituições, os tais aparelhos ideológicos de Estado? E por um terceiro, pelas leis da física e da biologia? Sobra pouco espaço para manobra, não?
Podemos confiar nos nossos sentidos visto que quando sonhamos tudo parece tão real? Por outro lado, até onde pode se racionalizar sobre as coisas?
Se as palavras são a forma que a humanidade arrumou para se comunicar, por que é tão difícil descrever o que sentimos? Será que é porque quando digo "amor", a palavra entra pelo ouvido da outra pessoa que associa diretamente aos seus sentimentos de amor? E sentimentos são subjetivos por excelência? Então o "amor" que eu digo pode não ser o mesmo que você, leitor, está pensando?
Razão e emoção são mesmo coisas separadas ou coexistem (nem sempre)harmonicamente?
Quando sonhamos, acessamos mesmo esse grande HD com as lembranças alheias chamado inconsciente coletivo e que se localiza no Sonhar?
Nós só podemos dizer que existimos quando temos consciência da existência ou desde que o óvulo que nos deu origem fecundou lá o espermatozóide?
Existe uma essência do ser humano? Eterna e imutável? Se sim, qual a vantagem disso?
O que vem primeiro? Essência ou existência?
A cada sete anos todas as células do corpo de um ser humano mudam. Então somos literalmente uma nova pessoa a cada período desses. Isso não está muito mais próximo de uma maneira cíclica de ver o mundo do que uma história linear?
A propósito: desenvolvi uma súbita simpatia pelos existencialistas: você é responsável por quem você é. Viver é tomar decisões. A escolha é sua. E a responsabilidade também. Fantástico. Só não explica o papel do acaso nessa história toda...
E se for mesmo assim, até onde o existencialismo paga tributo ao estoicismo?
Alguém viu um interruptor de luz por aí? :)
Escrito por mim mesma, oras! :P às 22h51
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Tirando a poeira do blog e falando de ankhs perdidos
Pois é, ando meio sem inspiração pra escrever por aqui, provavelmente por culpa do meu mais novo vício de sair por aí buscando fotos. Na verdade, tenho uns poemas inacabados. Um deles está quase pronto e é sobre o mais difícil dos assuntos: descrever a mim mesma (na presença da minha própria pessoa). Surto egocêntrico, ora pois.
Surto egocêntrigo gerado por um surto criativo. Semana passada, literalmente tive insônia criativa: sempre que estava prestes a pegar no sono, vinha uma idéia mirabolante pra resolver um verso empacado. Pois é, inspiração que me vinha às portas do Sonhar. Mas não vou reclamar do maninho, pois esse verso estava empacado há eras... :)
Fora isso, sábado foi dia de DDK, como já sabem os freqüentadores do meu flog http://www.pixlog.net/patita. Eu me diverti horrores, uma das melhores coisas da vida é curtir Rammstein em uma pista de dança, e bater cabeça e gritar até ficar rouca e etc... :) E cheguei a uma conclusão: Desejo *realmente* gosta de Rammstein.
Estou saboreando o ócio. No momento, relendo "O Mundo de Sofia" e pensando qual será o próximo livro: terminarei Memórias Póstumas de Brás Cubas? Arrisco Drácula, de Bram Stoker? Emendo outro Saramago? Ou passo pra um Guimarães Rosa? Ou Graciliano Ramos (considerando que sempre confundo os dois? :D)
E voltei a ver TV: muitos videoclipes, reprises de Friends e Os Simpsons e descobri "The Inside", na Fox. Porque eu não resisto a um seriado com protagonista atormentada... :)))))
Pra fechar: procura-se um brinco de ankh. E um cordão. É, ando perdendo muitos ankhs ultimamente... :) Ou seja, se você quiser me deixar feliz, me dê um ankh de presente! Antes que eu comece a confiscá-los por aí. Porque eu tenho direito.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h43
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Detesto...
...ser mal-entendida. Certas coisas me fazem duvidar de meus dons com as palavras. Como diabos vou ser jornalista/escritora se por vezes eu falo A e entendem C? Argh!
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Mudando para um assunto mais leve...
Acabei de ler “As Intermitências da Morte”, do qual realmente gostei. Como sói acontecer às obras do Saramago, esta também vai te ganhando aos poucos e termina por deixar um gosto de quero mais. De início invariavelmente custa-se a engatar no ritmo da narrativa, cheia de idas e vindas, de piscadelas e comentários irônicos para o leitor na boa escola do velho Machado.
Contudo, não demora e nos vemos enredados por essa fábula peculiar sobre um país onde, de um dia para o outro, não se morre mais. Para fãs de Sandman como esta que vos digita, a leitura gera um deleite (opa!) duplo: impossível não identificar semelhanças e diferenças entre a morte de Saramago (assim mesmo, em minúsculas, e por um bom motivo) e a Morte dos Perpétuos, de Gaiman. Se este criou toda uma nova forma de ver e pensar a dita cuja, o ganhador do Nobel não deixou por menos e põe a “indesejada das gentes” em uma situação deveras inusitada.
Impressiona o domínio da técnica narrativa, capaz de permitir pequenos sub-plots, desviando-se da trama principal sem jamais perder o rumo. Em vez de ser levado pela mão como numa trama de narrativa clássica, o leitor vai sendo ora empurrado aos solavancos, ora posto em um passeio tranqüilo e sempre delicioso.
O livro ganha mais força na segunda metade, quando a morte surge como personagem – e que personagem: enigmática, sedutora, e inacreditavelmente bonita (thank you very much! :D). O único problema para os já citados leitores de Sandman na verdade são dois: conseguir escrever morte, assim, em minúsculas, e imaginá-la como sendo ossuda e esquelética. Sorry, mas não há como.
De resto, para o meu estado de espírito em particular não foi exatamente reconfortante justamente quando me decido por desencantar-me ou desencanar-me de uma determinada situação, ler uma história em que a morte... Ah, droga! Não posso contar, por ser spoiler!
Leiam, pois preciso desesperadamente comentar o livro com alguém! :)
In-jokes: eu ri muito quando, em dado momento, Saramago fala de “três mortes que trabalham em turnos”. Fica a pergunta: Quem é a terceira, pombas? :D Ainda segundo ele, Proust viu a morte como uma “mulher gorda”: tadinho, enganou-se feio... Endless errada! :D Só não gostei da parte na qual se diz que a morte escreve mal. Ter letra feia, vá lá, mas cometer erros de gramática e concordância, não! Respeito, por favor. :)
P.S: Nas Lojas Americanas, ontem, quase comprei uma foice de plástico, just for the fun of it! :D
Escrito por mim mesma, oras! :P às 15h25
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Good News!
- Acabaram-se as aulas! Holiday! Celebrate! Não me levem a mal, todos sabem que adoro a ECO, mas de-tes-to estresse de fim de período! :D. E na verdade, não vou estar 100% entregue ao ócio: pretendo trabalhar bastante porque...
- Comprei um Palm novo! Sim, estou endividada até o fim do ano vindouro, mas valeu a pena: sou a feliz proprietária de um Zire 72s, que tem câmera digital de 1.2 Mp, mp3 player (atualmente contendo os discos novos do Rammstein e do Depeche Mode), cartãozinho de memória de 256 Mb e um teclado jeitoso. E a tela é tão... lindamente colorida! Dá pra ver vídeos também e já estou me informando sobre formas de comprimir um filme em DVD em 256 megas... :)
- Fiz um fotolog! http://www.pixlog.net/patita - Acesse já! Obviamente o flog está diretamente relacionado à boa notícia anterior. Ter uma câmera na mão gera automaticamente várias idéias na cabeça (não é que o doido do Glauber Rocha tinha razão?) e ando com síndrome de Cartier-Bresson, eternamente em busca de momentos decisivos! Quem mandou as aulas de Fotojornalismo terem sido tão boas? Agora que realmente aprendi alguma coisa com o Dante, ninguém me segura! :D
- Comprei meu ingresso pra DDK de sábado! Festa em homenagem ao trash, com Plan 9 From Outer Space no telão à meia-noite e especial Rammstein das 2:30 às 4:00 AM. Não tinha como perder essa... :)
- Depeche Mode e Madonna no Brasil em 2006! Deu no Globo essa semana. Só me resta torcer para o meu infame bad timing para shows não atacar novamente e as apresentações acontecerem quando eu estiver *com* grana e *sem* trabalho ou prova pra fazer! Porque ouvir Enjoy the Silence, Dream On e Strangelove ao vivo é tudo o que eu quero. Quanto à Material Girl, essa musiquinha nova não faz jus aos bons tempos dela, mas os shows sempre valem a pena: domínio de palco e carisma de sobra. E sempre rolam uns sucessos antigos...
- Matei a minha vontade de comer chocolate! É, sucumbi ao pecado da gula e mandei ver nesse Cornetto ChocoMix novo. Delícia!
E agora com licença que vou começar a ler “As Intermitências da Morte”, de mestre Saramago... :)
P.S: Eu roubei a estrutura desse post do blog da Aline! Sorry, sis! :)
Escrito por mim mesma, oras! :P às 01h00
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Obviedades Anotadas e Outras Divagações
Só pra saber: mais alguém aí anota as coisas mais óbvias do mundo nas aulas? Rever minhas anotações, não importa de que matéria, costuma ser uma experiência tragicômica que gera dúvidas quanto à minha capacidade cognitiva. Vejam só:
Comunicação e Realidade Brasileira:
- O objetivo do capitalismo é acumular capitais (Jura? Pensei que era distribuir dinheiro pra todos :D)
Técnicas de Reportagem I:
- Hoje em dia, mulheres também assistem e praticam boxe (Considerando o esporte que pratico toda segunda, quarta e sexta-feiras, essa frase é a epítome da redundância)
- Repórter tem que se manter atualizado (Não brinca! Pensei que uma vez com diploma, não fosse necessário nem ler jornal)
Sim, eu sei zuar a mim mesma na presença da minha própria pessoa...
P.S: Fim de período neurótico, frenético e rocambólico!!!
P.S 2: "Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece": passei boa parte do dia de hoje removendo um spyware maldito que atacou meu PC. Foi-se o tempo em que era possível obter um serial number sem grandes problemas...
Escrito por mim mesma, oras! :P às 19h11
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