Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá)
   Festa no apê reloaded ruled deveras e sobremaneira!

Neste fim de semana rolou a tão esperada Festa no Apê Reloaded, que conseguiu a proeza de reunir *todas* as maninhas perpétuas. Pois é, vimos "Antes do amanhecer", DVDs do Rammstein, falamos muita bobagem, brincamos de "eu nunca", tivemos momentos divã e fizemos muito séquiço selvegem, claro!

Algumas pérolas da noite:

- Mari, pára de mexer nos seus peitos!
- Ah, pode ser legal ser amante...
- Sendo consensual, seja lá quantas forem as pessoas envolvidas e sendo entre quatro paredes, vale tudo, ué.
- O quão lésbico está isso?
- Awwwwwwwwwwwwwwwww! (durante a cena do beijo em "Antes do Amanhecer")

E por aí­ vai. Certamente há muito ainda por lembrar. Mas o principal a ser dito é o seguinte: eu amo essa minha família. An Endless Love, I should say... :D

Escrito por mim mesma, oras! :P às 23h59
[] [envie esta mensagem]


 
   Perdidos na selva...

... são os espectadores que só conseguirem ver “Lost” na Globo! Juro, eu tentei: assisti uma boa meia-hora do primeiro episódio na vã esperança de que dessa vez o “longa-metragem que deu origem à série” passaria completo. Até porque eu sou um fracasso para notar detalhes do tipo “falta alguma coisa aqui”.

Até que percebo a ausência de uma cena *fundamental* para o entendimento da história: a primeira aparição de John Locke (o carecão): desorientado, ele olha um tanto estupefato para o próprio pé se mexendo. Na versão mutilada da TV aberta, isso jamais aconteceu.

Hoje à noite, o AXN reprisou “Lost – The Journey” um resumo de uma hora sobre a primeira temporada (não lembro se toda ou apenas parte dela. Faltou luz aqui em casa antes que pudesse rever o programa todo). E lá estava outra cena que sumiu da Globo: quando Hurley (o gordinho) se apresenta a Sayid (o árabe) ele estende a mão ao ex-soldado de Saddam Hussein que, por ter a mão direita ocupada com o rádio, não pode retribuir o gesto. Corta pro contraplano: Sayid troca o rádio de mão e cumprimenta Hurley. Somente no AXN.

Ou seja, a única vantagem da série passar na TV aberta é a possibilidade de comentá-la com mais pessoas, como fiz hoje lá no estágio. De resto, continuo recomendando ao espectador interessado que pegue o DVD da primeira temporada na locadora mais próxima, sob pena de ficar tão perdido quanto os protagonistas da série.

P.S: Esses parênteses preconceituosamente definidores dos personagens servem apenas para quem nunca viu a série conseguir se situar, já que este foi o primeiro episódio e leva tempo até guardarem-se os nomes de todos.


Escrito por mim mesma, oras! :P às 22h27
[] [envie esta mensagem]


 
   Mudanças

Muitas mudanças nesse blog: de nome, endereço e template. Adoro o trocadilho com o qual batizei este espaço em primeiro lugar e pretendo voltar a utilizá-lo logo. Por enquanto fiquemos assim mesmo. Este blog está disfarçado, daí o novo nome.

As razões da mudança são dignas do seriado "Alias". Pensando bem, está mais pra "Veronica Mars" mesmo. Artimanhas da Internet. E mais uma para o tópico "minha vida é uma sitcom". Cuidado, mundo: estou anotando tudo e um dia crio um seriado e ganho rios de dinheiro. Sabiam que o cara de Desperate Housewives inspirou a série em suas vivências pessoais? E que a Bree Van de Kamp é baseada na mãe dele? (coitado...)

E mais não digo, pois faz parte do passado. Embora eu prefira mal-passado, hehehe. (sim, a babaquice continua aqui, oras! :D)

Ah, já posso ver a maninha Mari feliz da vida pela mudança no template. Vejam bem, eu continuo adorando Evanescence mas já estava de saco cheio de olhar pro mesmo visual há tanto tempo. Está tosco, eu sei. Se alguém se dispuser a fazer um template melhor, agradeço. Se não, eu mando todo aquele papo de "o conteúdo é o que importa" e coisa e tal. :D

Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h14
[] [envie esta mensagem]


 
   “Crash” – Onde você guarda o seu racismo?

A arte nem sempre faz o espectador se sentir feliz, leve e afastado de seus problemas. De fato, “Crash” – que em português leva o horrendo subtítulo de “No Limite”– deixa uma sensação de incômodo por tratar de um tema polêmico ao abordar preconceitos étnicos com estilo cru. Sua fotografia tem luz “estourada”, quase documental. A câmera está na mão boa parte das vezes, nervosa, urgente. Refletindo a tensão entre todos os grupos étnicos existentes em Los Angeles, a cidade onde as pessoas não tocam umas nas outras e usam as batidas de carro como forma de “celebrar” encontros.

O roteiro gira em torno de algumas batidas de carro. Ou melhor, gira *como* um carro depois de ser atingido por outro. Pois as tramas, várias, vão e voltam de forma vertiginosa, com o auxílio da já citada câmera nervosa e da montagem frenética sem jamais sucumbir ao estilo pirotécnico dos videoclips.

Difícil fazer um resumo: pense em “Faça a Coisa Certa” do Spike Lee, mas sem o clima quente como desencadeador e com um maior grupo de etnias. A tensão é constante, como a existente na vida real. O maniqueísmo passa longe dos personagens, ninguém se mostra 100% bonzinho, sejam brancos, negros, chineses, iranianos, latinos. Ricos ou pobres, eles representam a população urbana contemporânea de qualquer grande metrópole. E, para desespero dos politicamente corretos, assimilam, corroboram e difundem estereótipos, seja consciente ou inconscientemente. Com cinismo ou pragmatismo. Por isso o filme incomoda, pelas atitudes dos personagens serem plausíveis.

No mais, a direção de Paul Haggis (roteirista do oscarizado “Menina de Ouro”) é eficiente a ponto de conseguir a proeza de tratar os personagens com frieza jornalística e ainda assim fazê-los parecer humanos, suscitando inesperadas simpatias por parte do espectador. Trata-se, contudo, de um filme de montagem pois ela é quem dá o tom da história. E também de roteiro, cujas tramas se entrelaçam sem jamais se emaranhar – e essa metáfora nunca caiu tão bem. O elenco estelar tem atuações irretocáveis, destaque para Dan Cheadle, Matt Dillon, o casal vivido por Thandie Newton e Terence Howard. Merecidamente, o filme acabou de levar o prêmio de melhor elenco do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG Award).

Em suma, um filme para sair do cinema pensando “onde você guarda o seu racismo” como diz aquela insólita campanha institucional.

Escrito por mim mesma, oras! :P às 03h15
[] [envie esta mensagem]


 
  [ ver mensagens anteriores ]  
 
 

HISTÓRICO
 01/02/2007 a 28/02/2007
 01/01/2007 a 31/01/2007
 01/11/2006 a 30/11/2006
 01/10/2006 a 31/10/2006
 01/09/2006 a 30/09/2006
 01/08/2006 a 31/08/2006
 01/07/2006 a 31/07/2006
 01/06/2006 a 30/06/2006
 01/05/2006 a 31/05/2006
 01/04/2006 a 30/04/2006
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/01/2006 a 31/01/2006
 01/12/2005 a 31/12/2005
 01/11/2005 a 30/11/2005
 01/10/2005 a 31/10/2005
 01/09/2005 a 30/09/2005
 01/08/2005 a 31/08/2005
 01/07/2005 a 31/07/2005
 01/06/2005 a 30/06/2005
 01/05/2005 a 31/05/2005
 01/04/2005 a 30/04/2005
 01/03/2005 a 31/03/2005
 01/02/2005 a 28/02/2005
 01/01/2005 a 31/01/2005
 01/12/2004 a 31/12/2004
 01/11/2004 a 30/11/2004
 01/10/2004 a 31/10/2004
 01/09/2004 a 30/09/2004



OUTROS SITES
 Meu Fotolog
 Limiar
 Devaneio s.a.
 Mundo Falocêntrico
 Círculo das Trovadoras de Minerva
 Guardian's Book
 Ideologia Subjetiva
 Movie Guy
 Chez Dricks
 Nada o que Fazer
 Arroz com Brócolis
 Séries Online
 Zilch


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!