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Contos, poemas, críticas e o que mais der na telha (ou na tela, sei lá) |
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À moda do Ancelmo Gois...
Circula no território livre da Internet:
HINO IRRACIONAL BRASILEIRO
Ouviram do Ipiranga às margens plácidas De um povo pobre o brado agonizante E o sol da imunidade em raios fulgidos Mantém a gang toda no palanque
O pode-er da impunidade favorece à quem tem a bancada forte Saem todos em liberdade E o povo fica entregue à própria sorte A pátria amada e maculada não há quem salve
Brasil um sonho eterno um raio vívido que na desesperança hoje fenece E em teu tristonho céu outrora límpido a imagem do cruzeiro se escurece
Gigante pela própria natureza Mas quem é pobre ainda passa fome e a tal concentração dessa riqueza Da banqueirada, tem juros mil neste Brasil, mas que mancada dos filhos deste solo és mãe senil Pobre pátria Brasil
Deitado eternamente em berço esplendido não há quem pense em ti um só segundo Figuras do Brasil e sul da América Eclipsando o sol do novo mundo Uma terra mal dividida São risonhos os lindos campos dos senhores Nossa mata destruída perde a vida na mão de salteadores Ó pátria amada idolatrada não há quem salve!
Brasil de amor eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado e diga o verde louro desta flâmula corrupção é coisa do passado
Mas se ergues da justiça a clava forte Verás que o bando de filhos da "TRU-U-TA" nem teme pela sua própria sorte Terra marcada, entre outras mil és tu Brasil, pátria coitada dos filhos deste solo és mãe senil Pobre pátria Brasil
E o pior é que faz *todo* o sentido...
Escrito por mim mesma, oras! :P às 16h48
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Dalai Lama
Avião lotado como tantos outros. Diversos passageiros entram apressados. Gosto de observá-los. Muitos eu já não via há tempos. O médico, por exemplo. Ainda jovem e forte. Lembro de ter encontrado seu pai recentemente. Do outro lado do corredor um rapaz alto, loiro e de barba por fazer pisca para mim com ar sexy mas ao mesmo tempo dizendo "não quero nada contigo". Está bem mais alegre agora do que da última vez o vi, acertando as contas com o sujeito errado.
E mais adiante a moça ao lado do agente federal. Considerando que as últimas notícias a qualificavam como ladra de bancos e assassina, não me surpreende vê-la sob custódia policial. Em outra parte, um jovem simpático de traços latinos e um tanto acima do peso parece pensativo e ansioso. Sua vida mudou muito desde que ganhou na loteria.
Mas estou divagando de novo! Nenhum deles me interessa por agora. Tenho de me concentrar no pai e no filho. Só falta o espírito santo. Hahaha. Hoje eu estou hilária.
- Pai, acho que Deus quer falar comigo hoje, eu sinto isso! - Que isso, garoto! Desde quando você virou religioso? - Eu tô vendo um anjo bem ali. - Onde? Não vejo nada!
Anjo... Poucos me chamam assim, poucos me vêem como realmente sou. Garotinho fofo esse!
O avião começa a sacolejar. Já é hora. A carga humana entra em pânico e observo de relance uma senhora sem roupa fazendo seu trabalho, ocupada demais para me dar atenção, essa é minha irmã! Vejo um marido desesperado agarrando-se à esposa e pensando em todos os momentos que não viveram. Todas as vezes em que não foi possível dizer ''eu te amo".
Em pé, num canto, fumando um cigarro como se nada estivesse acontecendo, um ser acena para mim com um sorriso cínico. Nunca muda, o(a) irmão-irmã. Todos querem sair dali, querem suas casas e famílias. Desejam viver, mais do que tudo.
Ah, eles geralmente se apegam tanto. Ouço suas orações, a Deus, a Buda, a todos os deuses antigos e atuais. E penso na ironia de até o Dalai Lama ter medo de voar. Talvez o céu não seja mesmo dos homens, quem sabe? Ah, isso só o mais velho poderia responder, se assim o quisesse.
Enquanto divago, eu os levo. Um a um, os carrego. Sou uma e várias, a mais temida, quase pária. Até o instante em que me vêem e caem por mim como se enfeitiçados. Sempre foi assim e sempre será. Eles vivem até o dia em que morrem. Sou eficiente em meu trabalho.
Alguns correm, de um lado a outro, falando sozinhos palavras sem nexo. Brincando de roda ao redor deles com peixes lilás e elefantes amarelos de bolinhas azuis, a caçula ostenta seus cabelos coloridos ondulantes como um mar de suco de uva.
A carga humana sucumbe ao terror. Tudo o mais segue rumo à destruição. Saudades do irmão sumido, cujo reino funciona tão bem em sua ausência. Sempre foi esperto, o danado.
O pai agarra o filho com força, de olhos fechados. Sua ação tem efeito oposto ao esperado. Aperta o menino sem perceber que o sufoca. O garoto sente minha presença e abre os olhos.
- Pai! O anjo! Eu tenho que ir... - Vem, menino. Agora é sua vez, Temos uma longa viagem pela frente.
Gosto de crianças, pois geralmente elas não têm medo. Por ainda serem jovens, ostentam as lembranças do nosso primeiro encontro e ficam felizes ao me rever.
Há quem diga que acidentes seriam a forma de algum deus furioso exigir sua cota de sacrifício a uma humanidade cada vez mais descrente. Mas eu não vou explicar isso a um menininho. Afinal, o Dalai Lama pode até ter medo de voar, mas essa criança está muito feliz vendo as multicores de uma bola de fogo tomando o céu enquanto eu o carrego rumo às Terras Sem Sol.
O que aconteceu depois? Qual é... Acha que vou contar assim? Um dia você vai descobrir.
P.S 1: Sim, isso é uma fanfic tripla. Vamos lá, tentem advinhar sobre o quê... :D Estava arrumando meus textos e vi que não tinha publicado esse aqui. Reli e gostei.
P.S 2: O texto é velho porque estou "fechada pra balanço". Will be back soon.
Escrito por mim mesma, oras! :P às 02h03
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In Vino Veritas
Basta uma simples taça Pra mudar o que se passa Tirar as estrofes da pirraça Fazer com que a ode nasça
Bastam alguns goles Pra desafogar as proles De emoções contidas E dar rumo às desabridas
Basta o rubro torpor Pro poema se dispor Ou se despir, se preferir Em insuspeito devir
Basta desligar a mente Pra falar o inconsciente E tornar em bravo verso Ego, id e supergo
Poema-relâmpago escrito de pura felicidade depois de praticamente terminar o desafio das Trovadoras! Sim, havia uma taça de vinho tinto envolvida. Senti-me a própria Syd nos primórdios de "Alias"... :D
Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h12
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Como se não bastasse a insônia criativa...
...agora tenho esquizofrenia criativa! São *três* idéias para contos dividindo minha atenção nesses últimos dias: uma que me persegue desde o ano passado e voltou à tona na Fosfobox, o próximo desafio das Trovadoras e, por fim, ceninhas soltas de uma história antiga, na qual não mexia há tempos.
A propósito: não estou exatamente reclamando, apenas estupefata. :)
Escrito por mim mesma, oras! :P às 17h25
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A vida é linda, o mundo é belo...
Ganhei um exemplar de "Estação das Brumas" no concurso da Superinteressante! Era pra escrever uma pequena história com os sete Perpétuos. Estou obviamente feliz da vida, é muito bom ganhar algo escrevendo ficção. Ainda mais sendo um dos meus arcos favoritos em Sandman. Ah, o que eu escrevi? Tá aqui:
"Tudo está no livro do Destino: a vida e a Morte de cada ser, todos os caminhos possíveis. Nem em Sonho podemos imaginar tal obra, que contém a criação e a Destruição do Universo. Ficamos, então, entre o Desespero da dúvida e o Desejo da curiosidade de conhecer o que está por vir. Diante da impossibilidade, resta-nos o Delírio".
Simples, né? Só peguei a obra do Gaiman e escrevi com outras palavras... :)
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Finalmente acabei o imenso trabalho de tradução! E ainda consegui conciliar com a ida ao aniversário da Mari, na Fosfobox. Indie até a medula, mas divertido pacas. Tocou até "Billie Jean", do tempo em que o Michael Jackson era preto!!! Da próxima vez fico até de manhã, pra pegar metrô e não morrer na grana do táxi... :)
Escrito por mim mesma, oras! :P às 00h27
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